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28 de outubro de 2013 - 19:30

Saber-se-relacionar-a-distancia-e-essencial-para-quem-faz-home-office-televendas-cobranca

A prática de home office é uma realidade cada vez mais presente nas empresas. No mercado de TI, 40% dos profissionais trabalham fora do escritório, segundo pesquisa feita pelo Instituto Datafolha para o Sindicato de Trabalhadores de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd).

As vantagens de se trabalhar em casa são sabidas: horários flexíveis e evita-se gastos de tempo e dinheiro no deslocamento até o trabalho. Mas, por outro lado, o profissional fica isolado e precisa despender de esforço para se integrar em um contexto de equipe.

“Em TI, especificamente, o home office facilita porque tem muitas funções individuais dentro do contexto de colaboração de trabalho. É um formato diferente de equipe: quando estou construindo uma solução de TI, estou aqui em São Paulo programando. Acabou o expediente, o próximo fuso horário continua trabalhando. Essa dinâmica requer competências de trabalho em equipe diferentes de relacionamento interpessoal, então construção de relacionamento à distância é uma competência requerida”, explica Caroline Pfeiffer, Diretora de Marketing e vendas da consultoria LHH|DBM.

Nesse contexto, não vai existir uma interação social como no ambiente de trabalho, onde as pessoas convivem, se encontram nos corredores e saem para almoçar juntas. Assim, o profissional corre o risco de esfriar sua rede de contatos, de deixar de estabelecer novas relações.

A diretora explica que, como muitos dos profissionais de TI não têm vínculo CLT, ter relações construídas significa ter volume de trabalho constante. Se o profissional some durante um projeto, ele precisa reaquecer as relações quando o trabalho é concluído, para aí conseguir o próximo.

Portanto, o primeiro passo é reconhecer a importância dessa rede de contatos e ficar atento a como se é percebido por ela. Mesmo que o profissional esteja de pijama, por exemplo, ele precisa ter o cuidado de não agir de acordo com isso, mas sim como ele quer ser visto. A dica de Caroline é uma estratégia usada no telemarketing: falar ao telefone ou escrever o e-mail com um espelho em frente. Ele ajuda a pessoa a perceber a si própria.

O segundo passo é manter a rede ativa. “Você é percebido na rede de relacionamento quando se torna uma fonte de referência e agrega conteúdo. No trabalho tradicional, é a pessoa estar disposta a tomar um café com alguém não só quando ela precisa de algo. E o cuidado vale principalmente à distância, para você não virar aquele cara que só pede”, aconselha Caroline.

O terceiro passo é atentar-se à remuneração, fazer um benchmark e saber se ela está compatível com o mercado. A distância do ambiente tradicional também significa a de informações como o do valor do trabalho.

Caroline também atenta para outro risco, que vale para qualquer área: perder o cuidado com a própria saúde. “Como você não tem mais vigilantes, pessoas que falam que você está engordando ou perguntam se já tomou a vacina da gripe, por exemplo, você tem que redobrar a atenção com relação a esses assuntos.”

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Comentários (2)
  1. Semelhante aos pontos de atenção do home office está o desafio de estreitar relacionamento com nossos clientes que em convergência com o mundo globalizado, estão cada vez mais distantes fisicamente.
    A distância geográfica, as diferenças de hábitos regionais e dos assuntos cotidianos nos conduz a aderirmos às redes sociais pois de certa forma nos norteia sobre os hábitos e preferências.

    Cirlene Moreti Pimentel em 19 de fevereiro de 2014 - 11:50
  2. Bastante relevante o conteúdo expressado pela colega Caroline Pfeiffer. Eu trabalho via HO em alguns dias da semana e realmente tenho uma satisfação maior, evitando o stress do trânsito, lugares cheios na hora do almoço, grande quantidade de “ruídos” e etc…com relação ao networking, creio que é uma questão de buscar novas formas de interagir entre os colegas da equipe/empresa, clientes e fornecedores, como almoços e jantares, participação em eventos, pratica esportiva ou mesmo as interações do happy hour.
    Acredito que a forma de nos adaptarmos “resiliência” e buscar novas formas de interações gerará novas oportunidades, além de podermos desfrutar da rica e gostosa experiência do novo.

    Neucir Junior em 31 de outubro de 2013 - 10:01

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