
Com o avanço da população idosa no Brasil e um consumidor maduro cada vez mais digital, o Grupo Bradesco Seguros intensifica iniciativas de acessibilidade, personalização e experiência centrada no público 60+.
O Brasil vive uma transformação demográfica, marcada pela inversão da pirâmide etária. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pela primeira vez, há mais idosos que jovens no País. Em 2023, o percentual de pessoas acima de 60 anos chegou a 15,6%, ultrapassando os 14,8% dos que têm entre 15 e 24 anos. Esse cenário impacta diretamente as estratégias de empresas como o Grupo Bradesco Seguros, que acompanha o fortalecimento do público 60+ em sua jornada de consumo.
Além disso, o salto quase dobrou a proporção de idosos desde 2000, quando somavam 8,7% da população. O número absoluto passou de 15,2 milhões para 33 milhões em pouco mais de duas décadas, acompanhado por uma idade média crescente de 28,3 anos em 2000 para 35,5 anos em 2023, com projeção de 48,4 anos em 2070.
“O público 60+ desempenha um papel cada vez mais relevante na jornada de consumo dos nossos produtos e serviços. Temos observado um crescimento consistente na presença e no engajamento desse segmento, reforçando sua importância estratégica para o Grupo Bradesco Seguros”, comenta Alexandre Nogueira, diretor de Marketing da organização.
O executivo aponta que esse movimento acompanha a evolução demográfica do País e se conecta diretamente ao compromisso histórico da empresa com a promoção de uma cultura de longevidade e de planejamento para o futuro.
“Nesse contexto, o Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), iniciativa pioneira do Grupo, tem sido fundamental para aprofundar o entendimento sobre os hábitos, expectativas e prioridades dessa população”, frisa.
Digital e protagonista
O envelhecimento populacional ocorre em paralelo a outro movimento importante: o fortalecimento do consumidor maduro no ambiente digital. A pesquisa ILP de 2025 revela que essa geração combina autonomia, maior autoconfiança e busca por conveniência, tornando-se cada vez mais ativa em canais online.
Essa mudança também desafia estereótipos antigos sobre o comportamento digital dos idosos e abre espaço para experiências personalizadas baseadas em reputação, conteúdo e transparência.
“O que mais surpreende é o crescente protagonismo do público maduro no ambiente digital. São consumidores conectados, atentos à reputação das marcas, e cada vez mais ativos em canais digitais”, destaca. “A pesquisa ILP de 2025 mostra que 56% das pessoas com 50 anos ou mais se dizem bastante ou extremamente satisfeitas com quem são – um indicativo de autoconfiança e maturidade nas escolhas, inclusive no consumo digital.”
Acessibilidade como prioridade
Para acompanhar essa transformação, o Grupo Bradesco Seguros tem investido em acessibilidade, empatia e autonomia. Um exemplo concreto é o uso de linguagem simplificada e amigável nas interfaces digitais, facilitando a compreensão e reduzindo o esforço na navegação.
Além disso, os canais de atendimento passaram a adotar funcionalidades como autosserviço guiado e o uso de análise de voz com Inteligência Artificial na Central de Atendimento.
“Essa tecnologia permite identificar, em tempo real, situações que exigem atenção especial, promovendo acolhimento e resolutividade, especialmente em momentos mais sensíveis da jornada do cliente”, frisa.
Além dos estereótipos
Ao desenvolver produtos e comunicações, a empresa afirma adotar uma postura ativa para evitar reduções indevidas e estereótipos associados ao envelhecimento.
A pluralidade do público 60+ exige escuta contínua, convivência e análise de comportamento, em vez de abordagens generalistas baseadas apenas em idade. O foco, portanto, está na individualidade e nas preferências de cada perfil de consumidor.
“Colocar o cliente no centro, com respeito à sua trajetória e autonomia, é essencial para construir experiências verdadeiramente relevantes, sem reduções ou simplificações indevidas”, pontua.
E, embora muitas soluções sejam universais, a empresa mantém atenção especial ao público 60+, pois reconhece que esse grupo valoriza canais tradicionais e contato humano.
A manutenção do atendimento telefônico, combinada com jornadas digitais intuitivas, cria um equilíbrio entre autonomia e suporte, especialmente em momentos sensíveis, como sinistros ou reembolsos, quando a empatia torna-se determinante.
“Grande parte das soluções desenvolvidas pelo Grupo Bradesco Seguros – como interfaces claras, jornadas digitais intuitivas e linguagem acessível – são aplicadas a todos os públicos, refletindo uma estratégia de experiência centrada no cliente”, conta.
Produtos redesenhados
O avanço da longevidade levou a empresa a redesenhar e criar produtos com maior flexibilidade, modularidade e personalização. No seguro de vida, o Vida Viva permite ajustar coberturas conforme a fase da vida.
No segmento de Previdência, os planos com foco em bem-estar e sustentabilidade têm ganhado protagonismo.
Já em Saúde, uma ação a ser destacada é o programa “Meu Doutor Cuidado – Novamed“, com modelo de Atenção Primária à Saúde (APS) que incentiva o acompanhamento contínuo do paciente ao longo de toda a vida, com foco em prevenção, diagnóstico precoce e cuidado integral.
“Estamos constantemente aprimorando produtos com foco na flexibilidade e na personalização, contemplando as necessidades específicas do público sênior”, reforça.
Longevidade como eixo estratégico
O público 60+ deixou de ser um nicho para se tornar base de inovação e estratégia. Com 97% dos ouvidos pelo levantamento demonstrando interesse pelo tema longevidade, o ILP tem auxiliado a empresa a entender como essa geração equilibra metas financeiras, bem-estar e proteção. Essas descobertas orientam desde o design de produtos até campanhas de comunicação.
“Entendemos que a longevidade deixou de ser apenas uma tendência demográfica e passou a ser um eixo estruturante de inovação e desenvolvimento de soluções”, destaca.
Nesse cenário, o principal desafio está em promover uma experiência que vá além do produto, com foco em orientação, acolhimento e simplicidade.
Segundo Alexandre, muitas vezes, o público 60+ enfrenta barreiras no uso de tecnologias digitais ou na compreensão de termos técnicos. Por isso, é fundamental garantir jornadas intuitivas, linguagem clara e canais de atendimento humanizados.
Outro ponto importante é a necessidade de transformar o conhecimento disponível em práticas que promovam o planejamento de longo prazo. Esse trabalho exige constância, empatia e uma estratégia que valorize a autonomia e a confiança do cliente em cada interação.
“Esse conhecimento orienta desde o desenho de produtos até a personalização de jornadas e campanhas de comunicação, consolidando a longevidade como uma prioridade transversal da marca”, finaliza.
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