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25 de janeiro de 2026 - 12:12

Taxa-de-condominio-sobe-acima-da-inflacao-e-inadimplencia-bate-maior-nivel-desde-2022-televendas-cobranca-1

Norte e Nordeste estavam acima da média nacional. E a menor inadimplência é no Sul.

A taxa de condomínios brasileiros subiu acima da inflação. E, junto com essa alta, vem a dificuldade para pagar.

O Wagner Lemos é síndico profissional, mas também pode ser chamado de gestor de crises. É a missão dele cobrar quando tem morador devendo condomínio nos 18 prédios que ele administra em Belo Horizonte.

“Ninguém gosta de ser cobrado, né? Então aí que começa o estresse entre os moradores. Porque quem está pagando vai ter que pagar a conta de quem não está pagando”, diz.

A inadimplência de taxas condominiais superior a 30 dias no Brasil chegou a quase 12% no primeiro semestre de 2025. O maior índice desde 2022.

No recorte por região, Norte e Nordeste estavam acima da média nacional. E a menor inadimplência no Sul.

A pesquisa foi feita por uma plataforma que administra quase 7 mil condomínios com mais de 620 mil moradores em todo o país. O levantamento também mostrou que, desde 2022, o valor médio da taxa condominial aumentou 25%. O que segundo os pesquisadores, deixou o orçamento familiar mais apertado, provocando essa alta na inadimplência.

No mesmo período a inflação foi de 19%. O morador do Sul do Brasil pagou a maior taxa. Em média, R$ 537. A mais barata está na região Norte.

“A gente viu que os contratos, os serviços, os produtos em geral também estão subindo de preço. Então isso faz com que o próprio condomínio tenha que subir a taxa condominial pra conseguir honrar esses contratos, e as famílias têm que escolher entre comprar uma roupa para o filho, ou outras questões que são mais prioritárias que pagar a taxa de condomínio, aí normalmente essas famílias fazem um acordo, uma negociação com a gestão do prédio”, destaca Marcus Nobre, CEO da uCondo.

Se o dono do imóvel não quitar as dívidas, o condomínio pode entrar com um processo judiciário, e o imóvel ir a leilão. No caso do inquilino devedor, o proprietário pode entrar com uma ação de despejo. Mas, antes de qualquer medida extrema, o síndico Marcelo Paes tenta a conciliação.

“A gente tenta fazer uma conversa com a unidade que está em inadimplente para ver se faz uma negociação extrajudicial ou de forma amigável para tentar dar solução nesse valor em aberto”, diz.

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