
Pela primeira vez, a pesquisa trouxe as expectativas para 2027, com os bancos prevendo avanço de 7,7% no saldo da carteira total
Os bancos revisaram a projeção de crescimento do crédito neste ano de 8,2% para 8,4%, segundo a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de fevereiro. O resultado mantém a expectativa de desaceleração gradual do crédito, sustentado, por um lado, pela resiliência do mercado de trabalho e por programas governamentais, que compensam, por outro, os efeitos da política monetária contracionista.
De acordo com a pesquisa da Febraban, a carteira de recursos livres deve avançar 7,6% neste ano, estável em relação à pesquisa anterior, de dezembro. Houve melhora na expectativa para o aumento do crédito livre destinado às famílias (9,1%, ante 8,6%), movimento compensado por uma piora nas projeções para o crédito livre às empresas (alta de 5,6%, ante 6,2%).
Já a carteira direcionada deve crescer 9,6%, acima dos 9,4% estimados anteriormente. O principal avanço deve ocorrer entre pessoas jurídicas, com alta de 11,1%, superior aos 9,7% projetados em dezembro. A carteira direcionada para pessoas físicas, por sua vez, deve avançar 9%, levemente abaixo dos 9,1% esperados na pesquisa anterior.
“A pesquisa mantém o viés de alta para as projeções do mercado de crédito, algo que temos observado desde o ano passado. Assim, mesmo com uma taxa Selic bastante elevada, o crédito deve manter um bom ritmo de expansão neste ano, ainda que com leve moderação”, avalia em nota Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban.
Em relação à inadimplência da carteira livre neste ano, a projeção permaneceu estável, em 5,2%.
Pela primeira vez, a pesquisa trouxe as expectativas para 2027. Os bancos projetam avanço de 7,7% no saldo da carteira total, indicando desaceleração no próximo ano. A carteira de recursos livres deve crescer 7,4%, enquanto a de recursos direcionados deve avançar 8,3%. Já a inadimplência deve recuar para 4,9%.
Macroeconomia
A maioria dos bancos brasileiros (76,2%) aprovou a decisão do Copom de manter a Selic inalterada em janeiro. A expectativa é de que o colegiado corte a taxa em 0,50 ponto percentual em março, mantendo esse ritmo nas reuniões seguintes. Para pouco mais de 60% dos respondentes, a Selic deve encerrar o ano abaixo de 12,25%.
Em relação ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), as instituições estão divididas. Para 38,1%, o crescimento deve ficar em torno de 1,8% em 2026. Outros 33,3% esperam expansão menor, enquanto 28,6% projetam crescimento mais forte.
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