
Presidente da Caixa disse que “se tiver alguma carteira de interesse, vai discutir”
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que acredita “muito” no projeto de capitalização do Banco de Brasília (BRB), aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na terça-feira. A estratégia, que inclui a alienação ou transferência de imóveis públicos do Estado ao banco, é considerada adequada pelo executivo.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de a Caixa comprar ativos do BRB e se há alguma negociação em andamento, Vieira afirmou que, caso surja interesse, a instituição irá analisar.
“Eu acho que a posição nossa já foi dita pelo nosso presidente do conselho de administração, recentemente, é que a Caixa olha para toda a situação como um banco qualquer de mercado, que se tiver alguma carteira de interesse, vai discutir”, disse o executivo.
Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que a Caixa avalia a situação do BRB como eventual oportunidade de negócio. Mas disse que não há negociações entre a instituição federal e o banco distrital neste momento. Ceron é presidente do conselho de administração da Caixa.
Uma das hipóteses aventadas no mercado é que a Caixa participe de uma solução para federalizar o BRB, caso as outras alternativas não avancem.
Também em entrevista sobre os resultados de 2025, o vice-presidente de finanças da Caixa, Marcos Brasiliano, disse que após a liberação de parte dos depósitos compulsórios pelo Banco Central, a instituição não vê impacto em seu balanço com a recomposição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A estimativa do BC é que a medida possa liberar R$ 30 bilhões em 2026. A recomposição total do fundo vai custar mais de R$ 50 bilhões.
“Não temos expectativas de que isso venha a impactar o balanço a partir dessa resolução do Banco Central, que permitiu ao banco acessar os compulsórios de depósitos à vista”, disse. “Mas, se não houvesse isso, de fato, teria algum impacto, principalmente pela antecipação das contribuições e pela contribuição extraordinária que o FGC também já tinha aprovado. Hoje, a expectativa é não estar no balanço”, complementou.
Sobre o desempenho da Caixa neste ano, Vieira disse que a carteira de crédito deve superar R$ 1,5 trilhão já no primeiro semestre e que só o portfólio imobiliário deve chegar ao fim de 2026 em mais de R$ 1 trilhão. Ele apontou que a guerra no Irã traz mais instabilidade global, mas a expectativa do banco ainda é positiva.
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