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Stone tem lucro de R$ 2,477 bilhões em 2025, com expansão de 17,5%

por: Afonso Bazolli
em: Crédito
fonte: Valor Econômico
25 de março de 2026 - 17:12

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Receita também cresceu 17,5% em 2025, a R$ 14,153 bilhões

Apesar da desaceleração do volume total de pagamentos (TPV), a Stone teve avanço no lucro e na receita em 2025. O crédito teve forte expansão e ganhou mais peso no resultado.

A Stone encerrou o ano com lucro líquido ajustado de R$ 2,477 bilhões, uma expansão de 17,5% em relação a 2024. A receita também cresceu 17,5% no ano, a R$ 14,153 bilhões.

No quarto trimestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 706,9 milhões, alta de 10,2% em relação ao terceiro trimestre e de 12,4% frente aos três últimos meses de 2024. A receita total ficou em R$ 3,725 bilhões, crescimento de 4,4% e de 13%, respectivamente.

A carteira de crédito encerrou dezembro em R$ 2,836 bilhões, com crescimento de 23,4% em três meses e de 134,9% em 12 meses. A inadimplência subiu para 5,21%, ante 5,03% em setembro e 3,61% em dezembro de 2024.

“O crescimento contínuo da carteira deve se traduzir em maior contribuição para os resultados daqui para frente. Desde o relançamento de nossas operações de crédito, priorizamos crescimento disciplinado e acompanhamento rigoroso da carteira”, disse o novo CEO da Stone, Mateus Scherer, em teleconferência.

No quarto trimestre de 2025, o volume de pagamentos processados (TPV) pela Stone, que inclui cartões e Pix, somou

R$ 150,8 bilhões, um aumento de 4,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Considerando só os cartões, o TPV foi de R$ 123,5 bilhões, avanço anual de 0,3%. O TPV de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), segmento foco da companhia, subiu 5,3%, a R$ 135,2 bilhões.

Em 2025, o TPV total foi de R$ 560,9 bilhões, com expansão de 8,7%. No segmento de MPMEs, considerando só cartões, ficou em R$ 425,1 bilhões, alta de 5,4%.

Scherer também explicou que, além do cenário macroeconômico mais desafiador, que afeta o segmento de MPMEs, a desaceleração do TPV está relacionada ao desempenho mais pressionado dos negócios físicos, onde a instituição tem maior exposição, do que digi

“Estamos implementando uma série de iniciativas comerciais”, disse Scherer. “Nosso foco agora está voltado para a gestão de ‘churn’ [taxa de cancelamento], aprofundando o relacionamento com os clientes e ampliando ofertas combinadas para aumentar a participação na carteira e melhorar a retenção ao longo do tempo.”

Para 2026, a Stone prevê lucro bruto entre R$ 6,6 bilhões e R$ 7 bilhões, e lucro por ação entre R$ 10,8 e R$ 11,4. Essa projeção (“guidance”) já considera a distribuição de R$ 2 bilhões em recompra de ações prevista para o este ano.

Já para 2027, a Stone atualizou o “guidance” (projeção) de lucro bruto para entre R$ 7,2 bilhões e R$ 8,3 bilhões, e lucro por ação de R$ 11,8 a R$ 13,4. O ajuste foi feito considerando o efeito da venda da Linx, companhia que desenvolve softwares de gestão para o setor do varejo, para a Totvs.

Após concluir a venda da Linx, na última sexta-feira, a Stone informou que fará uma distribuição extraordinária de capital excedente de aproximadamente R$ 3 bilhões. O formato da distribuição será definido em abril, em assembleia geral do conselho de administração.

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