
Considerando renda fixa e variável, o volumede emissões primárias de crédito privado em janeiro foi de R$ 59,9 bilhões, segundo relatório do Banco Safra
O mercado de crédito privado alcançou R$ 46,2 bilhões em títulos de renda fixa emitidos. Em janeiro de 2025 o volume ficou em R$ 40,8 bilhões. O levantamento considera debêntures, CPR-F, CRs, CRIs, CRAs, FIDCs, LFs, CDCAs, Notas Promissórias e Notas Comerciais, segundo dados do Banco Safra e Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Considerando renda fixa e variável, o volume total de emissões primárias alcançou o resultado recorde de R$ 59,9 bilhões em janeiro, volume 30% maior na comparação com janeiro do ano passado. O impulso veio do aumento anual de 99% nas emissões de FIDCs, e de 18% em FIIs, além da realização de dois follow‑ons no mês.
O destaque crédito consignado privado também mostrou forte aceleração, segundo a Ambima.
O mercado de renda variável registrou R$ 7,9 bilhões em emissões primárias, incluindo a operação da Azul de R$7,4 bilhões que converteu parte de sua dívida em participação acionária.
O mercado de capitais demonstra expectativas menos pressionadas para o cenário macro, combinadas com a perspectiva de juros mais baixos e fluxos favoráveis para economias emergentes.
Por outro lado, houve retração nas emissões de CRAs (-60% a/a) e CRIs (-21% a/a). No agregado, os títulos de crédito privado representaram 77% das emissões no mercado de capitais, com destaque para as debêntures, que corresponderam a 45% do total.
Emissão de debêntures registra retração no mês
As debêntures incentivadas recuaram 29% a/a e somaram R$ 9,4 bilhões em jan/26 (representando 16% das emissões do mercado de capitais), enquanto as corporativas (não incentivadas) cresceram 15% a/a e totalizaram R$17,5 bilhões (representando 29% do mercado de capitais). Isso resultou em uma redução de 6% a/a no mercado primário de debêntures.
Perfil das debêntures em janeiro
A maior parte das debêntures estava indexada ao CDI+ (58%) e ao IPCA (36%), além de %CDI (2%) e Outros (4%). 89% delas era quirografária, enquanto 11% possuíam garantia real. Em relação às debêntures corporativas, sua destinação se voltou para gestão ordinária (41%), pagamento de dívidas (23%), infraestrutura (10%) e outros
(25%).
Emissões externas totalizaram R$7,9 bilhões em janeiro
Compostas majoritariamente por emissões de títulos de dívida de instituições financeiras, as operações externas registraram em janeiro uma taxa média de 5,4%, o menor nível desde novembro de 2021.
O início de 2026 mantém ritmo semelhante ao observado no começo de 2025, refletindo um mercado externo ainda atrativo, com as companhias antecipando as captações diante da expectativa de maior volatilidade no período eleitoral.
O Tesouro Nacional sinalizou continuidade das emissões em dólar ao longo de 2026, com possibilidade de uma emissão em yuans. Já em fevereiro, o Tesouro captou R$4,5 bilhões em bonds.
No mercado corporativo, quatro empresas anunciaram captações externas até o momento, sendo: Sabesp (US$1,35 bilhão), FS (US$500 milhões), Ambipar (US$750 milhões) e Azul (US$1,37 bilhão).
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