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17 de março de 2026 - 17:15

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Ainda não há definição de valores e o fechamento do acordo não é iminente, mas poderia ser atingido em algumas semanas

O BTG Pactual está em negociação avançada para a compra do Digimais, controlado por Edir Macedo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da TV Record, segundo fontes com conhecimento do assunto. Ainda não há definição de valores e o fechamento do acordo não é iminente, mas poderia ser atingido em algumas semanas.

O Digimais vem sendo acompanhado de perto pelo Banco Central (BC) nos últimos anos. Neste período, o regulador exigiu reforços de capital no banco. O controlador vinha mantendo conversas para venda da operação, chegando a negociar com o Nubank e a anunciar um acordo com o Bluebank, de Maurício Quadrado — sócio do Master — que acabou não indo para frente.

Conforme o Valor mostrou, o Digimais enfrenta um duelo na Justiça com o fundo EXP 1, da gestora Yards. Os problemas começaram poucos meses após o banco ter cedido uma carteira de R$ 659,8 milhões para o fundo, em março, composta inclusive por créditos originados inicialmente pelo Master e as empresas Reag e Fictor.

Em 22 de dezembro, o BC aprovou a entrada de Aldemir Bendine, que foi CEO do Banco do Brasil e da Petrobras, na diretoria do Digimais. Ele assumiu o posto de CEO e até recentemente o banco dizia que o controlador havia decidido não vender o banco, estava avançando em uma reestruturação operacional e focando em carteiras em que tem experiência, como veículos, consignado e crédito pessoal.

O Digimais ainda não divulgou os resultados de 2025. Segundo dados do sistema IFData, do BC, em setembro do ano passado tinha R$ 9,297 bilhões em ativos, com patrimônio líquido de R$ 420 milhões. Entre os ativos, a carteira de crédito era de R$ 1,884 bilhão, enquanto o portfólio de títulos e valores mobiliários (TVM) somava R$ 2,285 bilhões. No balanço do primeiro semestre, o Digimais informava que sua carteira de TVM tinha 19,45% investidores em cotas de fundos de investimento em FIDCs de financiamento automotivo, 18,29% em FIPs; e 17,38% em FIDCs de consignado.

Procurado, o BTG não quis comentar o assunto. Já o Digimais disse, em nota, que “temos estudado há mais de um ano a possibilidade de sair do mercado, como parte de uma decisão estratégica, e avaliado as propostas que têm sido direcionadas à instituição”.

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