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22 de abril de 2026 - 17:12

Os-20-maiores-fidcs-do-brasil-veja-quem-lidera-o-novo-credito-fora-dos-bancos-televendas-cobranca-1

Em meio a juros elevados e maior cautela por parte dos bancos, o mercado de crédito no Brasil passa por uma transformação relevante. Nesse cenário, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), especialmente os modelos multicedente e multissacado, ganham espaço como alternativa tanto para empresas que buscam recursos quanto para investidores em busca de melhores retornos.

Um levantamento realizado pela Gueratto Press, com base em dados públicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referentes aos primeiros meses de 2026, mapeou os 20 maiores gestores e consultores desse segmento no país.

O ranking considera o patrimônio líquido (PL) como principal critério, indicador que reflete a escala das operações e o nível de confiança do mercado.

Na liderança aparece a RED Asset, que soma R$ 6,2 bilhões em patrimônio líquido, com crescimento de 8,32% em relação ao estudo anterior, divulgado em julho de 2025.

Em seguida está a Multiplike, com R$ 4,5 bilhões e avanço de 22,88% no mesmo período. A terceira posição é ocupada pela Multiplica, que reúne R$ 3,3 bilhões em PL, após expansão de 13,79%.

Completam as cinco primeiras posições o Athenabanco, com R$ 3,1 bilhões, e o Grupo Sifra, que acumula R$ 2,8 bilhões.

Na sequência, aparecem Invista Crédito e Investimentos e ASA, ambos com R$ 2,6 bilhões, além de IOX/IOSAN, com R$ 2,2 bilhões. Também integram o grupo dos dez maiores a SRM e a BS Factoring, cada uma com R$ 1,4 bilhão.

O levantamento inclui ainda outras instituições com atuação relevante nesse mercado, como Gávea Securitizadora, ML Bank/Grupo Sarfaty, Golden Asset/AR3 Capital (ASIA), Somacred Consultoria, Soma Asset, Del Monte Factoring Fomento Mercantil, ViaInvest, SB Crédito, Continental e Stars Bank.

O conjunto evidencia o crescimento e a diversificação do ecossistema de FIDCs no país desde o último levantamento.

Os 20 maiores FIDCs do Brasil (por patrimônio líquido)

RED Asset — R$ 6,2 bilhões

Multiplike — R$ 4,5 bilhões

Multiplica — R$ 3,3 bilhões

Athenabanco — R$ 3,1 bilhões

Grupo Sifra — R$ 2,8 bilhões

Invista Crédito e Investimentos — R$ 2,6 bilhões

ASA — R$ 2,6 bilhões

IOX/IOSAN — R$ 2,2 bilhões

SRM — R$ 1,4 bilhão

BS Factoring — R$ 1,4 bilhão

Gávea Securitizadora

ML Bank / Grupo Sarfaty

Golden Asset / AR3 Capital (ASIA)

Somacred Consultoria

Soma Asset

Del Monte Factoring Fomento Mercantil

ViaInvest

SB Crédito

Continental

Stars Bank

O avanço desses fundos está diretamente ligado à busca por alternativas ao crédito tradicional. Com bancos mais seletivos, investidores passaram a direcionar recursos para estruturas capazes de oferecer rentabilidade superior ao CDI, aliada à diversificação de risco.

Ao mesmo tempo, empresas encontram nos FIDCs uma forma mais ágil de captação, muitas vezes com condições mais adequadas às suas necessidades.

Esses fundos operam conectando investidores a carteiras de recebíveis empresariais, criando uma relação direta entre quem precisa de capital e quem deseja investir.

Além disso, contam com mecanismos que ajudam a reduzir riscos, como a subordinação de cotas e a presença de garantias, além de maior transparência nas operações.

Segundo Fabrizio Gueratto, CEO da Gueratto Press, a comparação entre o crédito bancário e as operações estruturadas exige uma análise mais ampla do que apenas a taxa anunciada.

Ele destaca que, no sistema tradicional, encargos adicionais e outros custos podem elevar o valor final da operação, enquanto nos FIDCs a estrutura tende a ser mais previsível por estar diretamente vinculada aos recebíveis.

Para os investidores, esse modelo combina potencial de retorno mais elevado com estruturas de proteção e governança. Já para as empresas, representa uma alternativa mais flexível para acessar recursos.

A tendência, de acordo com o levantamento, é de continuidade desse movimento. A digitalização do mercado, a expansão do crédito para setores como agronegócio, construção civil e infraestrutura, além de um ambiente de maior apetite por risco, devem impulsionar ainda mais o crescimento dos FIDCs.

Com isso, os FIDCs no Brasil passam a ser menos concentrados nos grandes bancos e mais distribuídos entre diferentes estruturas financeiras, sinalizando uma mudança estrutural no sistema.

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