
Ainda não estão claros os mecanismos utilizados no ataque, mas informações iniciais dão conta de que o foco foram contas de clientes
O Banco Rendimento, que atua principalmente no segmento de câmbio, foi alvo de um ataque hacker nesta terça-feira (21). Ainda não estão claros os mecanismos utilizados no ataque, mas informações iniciais dão conta de que o foco não foi em prestadores de serviços de tecnologia (como PSTIs), como ocorreu em casos anteriores no sistema financeiro, mas sim em contas de clientes.
Ontem, o site do Rendimento exibia um comunicado alertando sobre uma instabilidade temporária. “Identificamos uma instabilidade técnica que pode afetar a utilização de alguns de nossos serviços. Nossos especialistas já estão trabalhando para normalizar a situação o mais breve possível”, dizia o aviso, que já não está mais no ar.
Segundo fontes da indústria, ao perceber o ataque, o banco atuou imediatamente identificando o foco e as contas e comunicando as autoridades. Parte dos recursos já teve os destinos identificados e foram bloqueados.
Procurado pelo Valor, o Banco Rendimento informou que identificou e conteve um incidente de segurança cibernética, ocorrido ontem pela manhã, em alguns canais de acesso aos clientes, que impactou algumas contas
“A equipe de segurança da informação e tecnologia agiu de forma imediata para isolar a ameaça e as medidas de proteção foram reforçadas para evitar novas ocorrências. O serviço está normalizado”, disse a instituição.
“O banco já comunicou o ocorrido às autoridades competentes e reforça o seu compromisso contínuo com as melhores práticas de cibersegurança e proteção de dados”, acrescentou.
Os casos de ataques hackers a instituições financeiras têm sido mais frequentes, à medida que a tecnologia avança. No mês passado, o BTG Pactual foi alvo de um ataque hacker e chegou a suspender temporariamente as operações com Pix. Os criminosos teriam desviado cerca de R$ 100 milhões e os relatos são de que o banco conseguiu recuperar boa parte do dinheiro, ficando com um prejuízo de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões.
Somente em 2025, foram 76 casos de incidentes cibernéticos considerados “relevantes” relatados ao Banco Central (BC), número 29% superior ao de 2024.
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