
Volume de transações processadas (TPV) da área de adquirência do PagBank ficou em R$ 133,4 bilhões de abril a junho, avanço trimestral de 4,0% e anual de 3,0%
O PagBank mostrou recuperação no volume total de pagamentos (TPV) no segundo trimestre de 2026, que agora cresce na base anual de comparação, embora as receitas não tenham evoluído no mesmo ritmo. Em crédito, a instituição avança, mas houve uma piora na inadimplência, à medida que operações sem garantia ganham peso na carteira.
O lucro líquido recorrente somou R$ 576 milhões de abril a junho, estável na comparação com o primeiro trimestre e 1,9% maior que o do mesmo período de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) foi de 15,6%, ante 15,8% em março e 15,3% em junho de 2025.
A receita totalizou R$ 3,380 bilhões, alta trimestral de 1,3% e anual de 1,7%. Na área de pagamentos, ela somou R$ 2,556 bilhões, crescimento trimestral de 1,6% e queda anual de 4,7%. Já em serviços bancários, foi de R$ 824 milhões, alta de 0,6% e 28,9%, na mesma base de comparação.
O TPV somou R$ 133,4 bilhões de abril a junho, avanço trimestral de 4,0% e anual de 3%, mostrando recuperação gradual. O volume voltou a crescer na base anual, movimento que não era visto há um ano, porém, as receitas de pagamentos não acompanharam.
Segundo o CEO do PagBank, Carlos Mauad, ainda há impacto de um movimento de reprecificação passado, feito por causa da alta da Selic. “A gente fica um pouco com essa dicotomia de tentar equilibrar os elementos de rentabilidade com crescimento, e garantir essa relação financeira equilibrada com o nosso cliente”, disse.
A carteira de crédito atingiu R$ 5,1 bilhões em junho, aumento de 2% no trimestre e de 30,7% em 12 meses. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,4%, ante 3,05% em março e 2,5% em junho de 2025. Segundo o PagBank, o aumento decorre da mudança no mix da carteira, que agora tem mais participação de linhas sem garantia. Faz parte da estratégia de crescimento do portfólio.
“É que o nosso pêndulo está na outra ponta — a gente desenvolveu os produtos com o colateral primeiro e escalou esses produtos —, agora a gente está fazendo a nossa lição de casa em capital de giro, [...] O próprio cartão de crédito é bastante importante dentro da estratégia de engajamento e crescimento da base.”
Assim, a expectativa é que a inadimplência continue crescendo, disse o vice-presidente financeiro do PagBank, Gustavo Sechin. “Quando a gente olha nossa ambição de longo prazo, vou sair de um mix que era 90/10 [proporção de carteira com e sem garantia] para algo muito mais equilibrado, 70/30, 60/40.”
A carteira expandida atingiu R$ 52,4 bilhões, alta de 2,6% no trimestre e de 9% em um ano. As antecipações de recebíveis somaram R$ 47,3 bilhões, avanço trimestral de 2,7% e anual de 7,0%.
O PagBank manteve suas projeções (“guidance”), apesar de crescimento do lucro bruto ter vindo abaixo das expectativas. A meta é crescer entre 6% e 9%. No primeiro semestre, o lucro bruto foi de R$ 3,888 bilhões, alta de 1,8%. Sechin afirmou esperar aceleração no segundo semestre por ver sinais positivos nos resultados operacionais. Parte dessa expectativa vem da queda da Selic.
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