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22 de setembro de 2026 - 17:12

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Executiva cita participação do financiamento habitacional em relação ao PIB e questões regulatórias

Para a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, embora o novo modelo de crédito imobiliário tenha sido fundamental para o mercado, existem outras variáveis que precisam ser levadas em consideração. Entre elas, citou a participação do crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país e questões regulatórias.

“Há uma discussão em curso, que nós não podemos cair na tentação de simplificar. Eu gosto muito de dizer que a habitação não é resultante de uma das quatro operações da matemática. Ela é uma equação de segundo grau. E hoje, o que nós temos são alterações em algumas variáveis que são fundamentais”, afirmou, durante a abertura do Abecip Summit 2026.

“Mas há outras variáveis que também precisam ser consideradas. O indicador da participação no PIB, [...] as camadas de marcos regulatórios mais fortes, temas de regulação que a gente vem enfrentando, como a [resolução] 4.966, e temas como os dos cartórios, que tomam uma parte da agenda. São variáveis dessa equação que contribuem ou atrapalham o crescimento de um crédito saudável e sustentável do país”, acrescentou.

Magalhães ainda pontuou outros desafios, como o envelhecimento da população, as mudanças na composição das famílias e os processos de urbanização das cidades. “O futuro da habitação não será construído apenas com mais crédito, mas com um crédito melhor, mais eficiente, mais inclusivo e conectado ao desenvolvimento das cidades.”

“O Brasil ainda precisa ampliar a sua a participação do financiamento habitacional na economia, mas esse espaço depende também de uma combinação de fatores, como “funding” de longo prazo, previsibilidade regulatória, segurança jurídica, eficiência operacional, inovação, capacidade de atender cliente com perfis e necessidades cada vez mais diversos.”

A executiva ainda comentou que os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) não são mais suficientes, mas ainda são “fundamentais” para a sustentação do crédito imobiliário.

“O crescimento do setor também demanda o fortalecimento de instrumentos complementares e aproximação com mercado de capitais, o uso mais eficiente dos recursos disponíveis e a estruturação de produtos que preservem o equilíbrio entre acesso, custo, risco e sustentabilidade da carteira.”

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