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DM capta R$ 380 milhões com duas emissões de FIDC

por: Afonso Bazolli
em: Crédito
fonte: Redação
14 de outubro de 2026 - 17:12

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Maior captação da história da companhia reúne R$ 180 milhões para cartões Private Label e R$ 200 milhões para Consignado Privado; recursos devem contribuir para expansão da originação de crédito e diversificação dos negócios

A DM, grupo de serviços financeiros especializado em gestão de crédito, realizou a maior captação de recursos de sua história no mercado de capitais, com a emissão simultânea de duas novas séries de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que somaram R$ 380 milhões. A operação recebeu demanda equivalente a duas vezes o volume ofertado, sinalizando forte interesse dos investidores pelos papéis da companhia.

Do total captado, R$ 180 milhões correspondem ao FIDC de cartões de crédito Private Label e R$ 200 milhões ao FIDC de Consignado Privado. A realização simultânea das duas operações representa um marco para a companhia não apenas pelo volume, mas pela capacidade de acessar o mercado para diferentes modalidades de crédito em paralelo.

A captação ocorre em um momento de expansão do mercado de crédito para pessoas físicas. Segundo dados do Banco Central, o estoque de crédito para famílias chegou a R$ 4,6 trilhões em julho, crescimento de 10,8% em 12 meses. No crédito livre, o saldo para pessoas físicas alcançou R$ 2,6 trilhões, também com expansão de 10,8% no período. Entre os segmentos que contribuíram para esse crescimento esteve o crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado que inclui as operações do Crédito do Trabalhador.

Nesse cenário, o consignado privado ganha espaço na estratégia da DM como uma das principais frentes de diversificação e transformação do portfólio da empresa. Atualmente, 9% dos negócios da companhia estão concentrados em produtos fora dos cartões, percentual que a empresa pretende elevar para 20% até o final de 2027. O Consignado Privado é considerado uma das principais alavancas para esse movimento de diversificação.

Tharik Moura, diretor estratégico da DM, explica que a demanda combinada registraria aproximadamente R$ 700 milhões caso não tivesse interrompido o processo do roadshow de forma antecipada, enquanto o preço combinado das duas emissões ficou abaixo do melhor preço já obtido anteriormente pela empresa ao acessar o Mercado de Capitais. “Mais do que o volume recorde, o que chama atenção é a combinação de escala e condições. Conseguimos captar R$ 380 milhões em duas operações simultâneas em tempo recorde. O processo de roadshow levou 10 dias do começo ao fim, com forte demanda e em um preço combinado inferior ao melhor que já havíamos obtido. Isso demonstra a confiança do mercado na estratégia de diversificação da DM e na nossa capacidade de crescer de forma sustentável”, afirma o diretor.

Os recursos serão utilizados na aquisição de carteiras de cartões de crédito Private Label, na expansão orgânica dos negócios e na ampliação da atuação da DM em instrumentos de financiamentos colateralizados, como o Consignado Privado. A companhia estima que tais captações contribuirão para aproximadamente R$ 300 milhões adicionais em crédito concedidos nos próximos 12 meses.

“A realização simultânea dos dois FIDCs mostra que a diversificação da DM deixou de ser apenas uma estratégia interna e passou a ser reconhecida pelo mercado. O Consignado Privado é uma alavanca importante para ampliar nosso portfólio e crescer de forma sustentável, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossa atuação tradicional em cartões”, afirma Tharik.

A captação ocorre em um cenário em que a dinâmica econômica tem tornado as condições de funding mais desafiadoras e reforça a capacidade da DM de acessar o mercado de capitais para sustentar sua estratégia de crescimento.

A atual operação também dá continuidade ao processo de fortalecimento financeiro da companhia. A última emissão realizada pela DM em um FIDC havia movimentado R$ 120 milhões, em outubro de 2022. Considerando as duas novas operações, o volume captado agora é mais de três vezes superior ao daquela emissão.

Para Tharik, a confiança dos investidores está relacionada à capacidade da companhia de integrar novos negócios, gerar novas linhas de produtos e manter histórico consistente de cumprimento de suas obrigações financeiras. “São 23 anos honrando fielmente nossos compromissos financeiros, combinados com a capacidade de absorver novos negócios, gerar novas linhas de produtos e diversificar nossos negócios. Esse histórico, aliado ao trabalho que temos realizado para fortalecer a percepção da DM junto aos investidores, sustenta uma trajetória de crescimento cada vez mais consistente. Eu não poderia estar mais orgulhoso do que temos construído e ainda há muito por vir.”, afirma.

Crescimento dos negócios

A estratégia de diversificação vem sendo acompanhada pela expansão da originação. No primeiro trimestre de 2026, a DM alcançou R$ 3,47 bilhões em concessão de crédito, crescimento de 7% no período. A companhia também vem ampliando a oferta de produtos para além dos cartões, incluindo crédito pessoal, microcrédito, Pix Parcelado, empréstimo consignado e conta digital.

A companhia também possui avaliações positivas de agências de classificação de risco. No primeiro semestre, a Fitch Ratings manteve a classificação BBB+sf(bra), com Perspectiva Estável, destacando desempenho das operações em linha com premissas anteriores. Adicionalmente, a DMSCFI obteve a classificação brBBB(bra) pela S&P no primeiro semestre de 2026.

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