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Fundador do Pluga Bank compra Finvest e cria Banux

por: Afonso Bazolli
em: Crédito
fonte: Valor Econômico
20 de outubro de 2026 - 17:12

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Empresa nasce com cerca de cem fundos, que somam mais de R$ 9 bilhões em patrimônio

Jefferson Araújo, empreendedor mineiro que criou uma série de startups, incluindo o Pluga Bank, comprou a Finvest DTVM, de Luís Cláudio Garcia de Souza, e está criando uma nova holding, a Banux, que pretende ser uma plataforma completa de soluções para o sistema financeiro. Ele se uniu a e Luiz Tastaldi, ex-Ogilvy, estrategista político e criador do Manifeste-se, e Evandro Santos, ex-Singulare e QI Tech.

Araújo é engenheiro de software e fundou a Genial Logística em 2010, que depois foi vendida. Na sequência, criou a Global Innovation, que presta serviços de gestão financeira para micro, pequenas e médias empresas. Depois, lançou ainda a Integra NF-e, uma emissora e monitora de notas fiscais; a plataforma de cobrança Movvime; a Saxxes, que atua como âncora para operações de risco-sacado; a DealSign, de assinatura eletrônica; a tokenizadora Reciv; a gestora Okean Invest; e ainda o Pluga Bank, que presta serviços de banking as a service.

“Tenho uma jornada de mais de 15 anos de construção de várias empresas, sem nunca ter tomado um real de crédito no mercado”, afirma o executivo, que trouxe todas essas empresas para a Banux. No ano passado, ele chegou a um acordo com Souza para comprar a Finvest – a Reag, de João Carlos Mansur, havia anunciado a compra da DTVM em 2022, mas o negócio nunca se concretizou, pois não houve aprovação do Banco Central. “Eu comprei a Finvest em novembro do ano passado e estamos em fase final de aprovação pelo BC”, diz Araújo. Tastaldi e Santos têm “stock options” e, assim, devem se tornar sócios da Banux. Souza ficará no conselho consultivo. Já Rubens Zogbi Filho, ex-UBS, Credit Suisse, Bradesco e Reag, será diretor comercial.

A Banux nasce com cerca de cem fundos, que somam mais de R$ 9 bilhões em patrimônio, e deve atingir no fim de 2026 um faturamento anualizado de R$ 100 milhões. “Sempre construímos soluções para o setor financeiro e, com a compra da DTVM, embarcamos toda essa tecnologia aqui dentro. Nosso diferencial é tecnologia proprietária e a agilidade que isso nos dá para construir soluções customizadas para os clientes”, diz Souza.

A holding tem cerca de 200 funcionários, incluindo cem desenvolvedores em uma “fábrica de softwares” em Itajubá (MG). A empresa se mudou recentemente para uma nova sede na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.

Tastaldi costuma dizer que a Banux ajuda empresas a explorar uma “segunda margem”. “A primeira margem é o produto ou serviço com o qual ela trabalha. Mas existe uma segunda margem, que ela vê como custo financeiro, mas que a gente pode trazer para dentro. Se é custo para ela, é receita para alguém. É essa receita que a gente traz para dentro no momento em que ela tem autonomia para controlar a movimentação financeira dentro do seu negócio”, diz.

Para Santos, o grupo combina tecnologia e rigor regulatório. “O mercado está sedento por controle, principalmente nessa junção de tecnologia com crédito, nesse mundo de serviços fiduciários, onde se unem investidores, funding, empresas. Aqui nada vai a mercado se não tivermos claramente o regulatório sendo atendido.”

Segundo Araújo, a Banux pode comprar em breve uma licença de sociedade de crédito direto (SCD), está criando uma securitizadora e cogita realizar uma rodada de aporte. “O UBS está nos apoiando e o planejamento é fazer isso no primeiro semestre do ano que vem. Queremos investir em tecnologia, pessoas e aquisições.”

De acordo com os sócios, a holding atingiu o “breakeven” (equilíbrio entre receitas e despesas) no seu quarto mês de operação, em abril, e o fundador diz que não depende do aporte para fazer os investimentos que planeja.

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