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15 de março de 2026 - 12:12

Endividamento-cresce-em-fevereiro-e-atinge-802percent-das-familias-brasileiras-diz-cnc-televendas-cobranca-1

Segundo a pesquisa, 16,1% das famílias estão “muito endividadas”, enquanto 31,3% estão “mais ou menos endividadas” e 32,8%, “pouco endividadas”

O endividamento avançou no Brasil em fevereiro e atingiu 80,2% das famílias do país, acima do patamar de 79,5% observado em janeiro e também superior aos 76,4% de fevereiro do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quarta-feira (11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual de famílias endividadas em fevereiro foi o maior da série histórica da pesquisa.

A pesquisa mostrou ainda que 16,1% das famílias estão “muito endividadas”, enquanto 31,3% estão “mais ou menos endividadas” e 32,8%, “pouco endividadas”.

O estudo também apontou que o percentual de famílias com dívidas em atraso passou de 29,3% em janeiro para 29,6% em fevereiro. Em fevereiro do ano passado, 28,6% das famílias brasileiras estavam com dívidas atrasadas. Além disso, 12,6% das famílias não terão condições de pagar as dívidas, queda frente aos 12,7% de janeiro, mas acima dos 12,3% de fevereiro do ano passado.

A CNC chamou a atenção para o fato de que a alta da inadimplência entre janeiro e fevereiro foi a primeira depois de três meses de redução. O nível de 29,6% de inadimplência também foi o maior desde os 30% de novembro do ano passado.

O aumento do endividamento e a quase estabilidade das famílias sem condição de amortizar as contas fizeram o tempo com as dívidas atrasadas aumentar para 65,1 meses, o maior nível desde dezembro de 2024, quando era de 65,2 meses. “Isso por conta de o percentual de famílias inadimplentes por mais de 90 dias ter tido aumento, no mês, para 49,5%, revelando que o atraso está sendo cada vez mais longo”, disse a CNC.

Em relação ao comprometimento da renda, o percentual dos consumidores que têm mais da metade dos rendimentos vinculados às dívidas permaneceu em 19,5%, depois de dois meses seguidos de alta. A maior parte das famílias, ou 56,1%, continua possuindo entre 11% e 50% da renda comprometida. Com isso, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro, abaixo dos 29,9% de fevereiro de 2025.

“Os resultados de fevereiro exigem cautela por parte das famílias. Dessa vez, o aumento do endividamento veio acompanhado por uma elevação da inadimplência, criando um ciclo perigoso devido aos juros altos que incrementam essa dívida”, ressaltou a CNC, que projeta a continuidade do avanço do endividamento no primeiro semestre de 2026, com arrefecimento esperado apenas no fim do período. No entanto, a expectativa é que a inadimplência prossiga com “pequenos avanços”.

A CNC também destacou que o aumento do endividamento ocorreu em todas as faixas, principalmente para famílias com renda acima de 10 salários mínimos, com alta de 1 ponto percentual entre janeiro e fevereiro, para 69,3%. O maior patamar de famílias endividadas, no entanto, ficou com aquelas entre 0 e 3 salários mínimos e naquelas entre 3 e 5 salários mínimos, ambas as faixas com 82,9%.

Por outro lado, a inadimplência recuou para as famílias com maior renda — acima de 10 salários mínimos — passando de 14,9% em janeiro para 14,8% em fevereiro. O maior avanço no período ficou com a faixa de 3 a 5 salários mínimos, com inadimplência passando de 27,9% em janeiro para 29,1% em fevereiro. A maior inadimplência em fevereiro, de 38,9%, era da faixa de até 3 salários mínimos.

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