
Com a consolidação do Pix e a maturidade do Open Finance, o setor financeiro brasileiro entra em 2026 focado em interoperabilidade, observabilidade e automação inteligente
O setor bancário brasileiro atravessa um momento de transformação profunda, impulsionado pela maturidade do Open Finance, pela consolidação do Pix como infraestrutura central da economia digital e por um ambiente regulatório que incentiva inovação. Nos últimos anos, o País se tornou referência global em interoperabilidade e pagamentos instantâneos e, esse avanço, tem levado bancos e instituições financeiras a modernizar suas arquiteturas tecnológicas e, para 2026, a expectativa é de que algumas tendências acelerem ainda mais essa evolução.
Entre elas, o Pix Automático que desponta como o movimento mais transformador. A modalidade, que permite pagamentos recorrentes de maneira simples e padronizada, promete impactar profundamente os mercados de cobrança, assinaturas, utilities, serviços digitais e e-commerce. “O mercado prevê um deslocamento gradual de boletos e débitos automáticos tradicionais, além de maior inclusão financeira para usuários que não possuem cartão de crédito”, analisa Fred Amaral, CEO da Lerian, startup brasileira que desenvolve soluções open-source para infraestrutura financeira.
Outra tendência marcante é a nova fase do Open Finance, que deixa de ser apenas uma infraestrutura de conectividade para se tornar uma plataforma de personalização transacional. “Em 2026, espera-se maior uso de dados para crédito contextual, seguros adaptados ao perfil do consumidor, gestão financeira inteligente e ofertas altamente personalizadas”, explica Amaral. Outro ponto a destacar é a inteligência artificial que terá papel cada vez mais decisivo em 2026. Modelos especializados no comportamento transacional brasileiro devem fortalecer a prevenção de fraudes, a detecção de anomalias e a automação de processos regulatórios, reduzindo significativamente o custo de conformidade. “Auditorias contínuas, reconciliações automáticas e trilhas de auditoria geradas em tempo real devem se tornar padrão”, pontua Amaral.
Além disso, a adoção de cores bancários componíveis, que permitem às instituições financeiras ganhar velocidade no lançamento de produtos, responder rapidamente às mudanças regulatórias e operar com maior flexibilidade deve aumentar. Conceitos como compliance as code, versionamento de regras e observabilidade financeira nativa devem ganhar destaque como diferenciais competitivos.
“Em 2026, as fintechs continuarão desempenhando um papel central nesse processo, pressionando por mais padronização, transparência e velocidade de entrega. Essa influência tem sido determinante para impulsionar jornadas instantâneas e o uso inteligente de dados, reforçando a necessidade de infraestrutura robusta, governança sofisticada e plataformas abertas”, diz Amaral.
Com esses movimentos, o setor bancário chega a 2026 mais integrado, automatizado e orientado por dados. “A combinação de interoperabilidade, IA regulatória, novos rails de pagamento e evoluções no Open Finance deve redefinir padrões de eficiência, segurança e experiência do usuário. O próximo ano marca, portanto, não apenas uma continuação do avanço tecnológico, mas um novo capítulo na modernização financeira brasileira”, finaliza o executivo.
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