
Tradicionalmente formado por ex-executivos, colegiado passa por reformulação e terá membros de fora da organização
Dois anos depois de começar a implementar seu novo plano estratégico, agora as mudanças no Bradesco estão chegando ao conselho de administração. Tradicionalmente formado por ex-executivos da instituição, o colegiado está passando por uma reformulação e terá membros de fora da organização.
O Bradesco convocou assembleia geral ordinária e extraordinária para 10 de março. Entre os itens a serem votados está a eleição de três novos conselheiros: Paulo Caffarelli, Regina Nunes e Ivan Gontijo. Estão deixando o colegiado Walter Albertoni, Samuel dos Santos e Octavio de Lazari Jr, que renunciou. Este último foi CEO do banco e deixou o cargo no fim de 2023, sendo substituído por Marcelo Noronha.
Na carta de convocação da assembleia, o presidente do conselho de administração, Luiz Carlos Trabuco, diz que o ano de 2025 foi marcado por desafios e oportunidades que testaram a capacidade de adaptação. “Respondemos com resiliência e visão de longo prazo, mantendo a solidez que sempre caracterizou nossa trajetória e, ao mesmo tempo, acelerando a transformação digital e evolução cultural necessária para enfrentar os desafios de mercado”, diz. “O conselho é um órgão vivo, aberto às novas tendências de mercado e atuante na supervisão, sempre respeitando as diretrizes estabelecidas na gestão pelo corpo de executivos. Para sermos eficientes nessa missão, é preciso agregar conceitos e novas visões de negócios.”
Ele aponta ainda para o processo de diversidade de gênero na organização. “Temos hoje três mulheres no conselho e isso nos fortalece.”
Caffarelli foi CEO do Banco do Brasil e da Cielo, que é controlada em conjunto por BB e Bradesco. Também passou pelo banco BBC (do grupo Simpar), CSN e pelo Ministério da Fazenda, além do conselho da Suzano. Já Nunes fez carreira na agência de rating S&P, onde ficou por quase 20 anos, além de ter sido conselheira da Cielo, Iberdrola e Atlântica D’Or. Gontijo, por sua vez, é prata da casa, CEO da Bradesco Seguros.
Na AGE será votado o aumento do capital do banco em R$ 6,670 bilhões, mediante capitalização de reservas de lucros. Também será incluída no estatuto a possibilidade que administradores recebam participações nos lucros. “A companhia atravessa um período de transformação estratégica, marcado pela implementação de iniciativas estruturais voltadas ao aumento de eficiência, modernização organizacional e fortalecimento do seu posicionamento de mercado. Nesse contexto, mecanismos de incentivo adequados tornam-se fundamentais para assegurar o engajamento, a performance e a retenção dos profissionais responsáveis pela condução dessas mudanças”, diz Trabuco.
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