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18 de janeiro de 2026 - 12:12

Caixa-libera-novamente-mais-de-um-financiamento-por-CPF-o que muda para o mercado imobiliário-televendas-cobranca-1

Murilo Arjona explica melhor a decisão que encerra a restrição imposta em 2024 e reabre espaço para múltiplas operações conforme renda e capacidade do comprador.

A Caixa Econômica Federal voltou a permitir que um mesmo CPF tenha mais de um financiamento imobiliário ativo, decisão que marca uma mudança relevante para o setor e para famílias que aguardavam flexibilização para investir ou adquirir um segundo imóvel. A medida revoga a limitação criada no fim de 2024, quando o banco havia restringido grande parte das modalidades a apenas um financiamento por cliente, afetando diretamente o ritmo de contratações e a dinâmica de compra e venda de imóveis.

Murilo Arjona, especialista em financiamento imobiliário com 15 anos de atuação no segmento, destaca que a mudança recoloca a Caixa em sintonia com a demanda real do mercado. Segundo ele, muitos compradores estavam travados pelas regras anteriores, mesmo tendo renda e capacidade financeira para assumir mais de uma operação. Para o especialista, a liberação traz impacto imediato: “A Caixa volta a financiar quantos imóveis o cliente tiver capacidade e renda. Isso destrava operações e cria um cenário mais favorável tanto para o comprador quanto para o mercado”.

Durante o período de restrição, apenas três modalidades permitiam mais de um financiamento por CPF: imóveis de leilão da própria Caixa, empreendimentos vinculados ao banco e operações atreladas ao CDI, que chegavam a ultrapassar 15% ao ano de taxa de juros, o que limitava o interesse do consumidor. Com a nova regra, todas as linhas voltam a permitir múltiplos financiamentos, incluindo SBPE, imóveis avulsos e operações tradicionais que haviam sido bloqueadas.

A mudança tende a impactar principalmente dois públicos: compradores que já possuem um imóvel financiado pelo Minha Casa Minha Vida e desejam adquirir um segundo imóvel, e investidores que atuam no segmento de locação residencial. Para o especialista, o

movimento deve acelerar o último trimestre do ano e influenciar o comportamento de 2026. “Muita gente estava esperando por isso. A liberação tende a dar um up no mercado imediatamente e 2026 promete ser um ano de forte expansão”, afirma.

Do ponto de vista operacional, a regra volta a seguir um princípio central: o limite não está mais no número de financiamentos, mas sim na capacidade de renda do cliente. Isso significa que um comprador com um contrato ativo no MCMV pode adquirir um SBPE, assim como quem já possui SBPE poderá contratar outro, desde que os parâmetros de análise de crédito permitam.

A flexibilização também deve estimular construtoras e incorporadoras, que enfrentaram redução de demanda após a limitação de 2024. Com compradores novamente aptos a realizar mais de uma operação, a expectativa é que o estoque gire mais rápido e que novos empreendimentos ganhem tração. Para o setor de intermediação imobiliária, a mudança reabre uma fatia importante do mercado que estava temporariamente paralisada.

Murilo ressalta que o impacto será amplificado porque muitos compradores estavam adiando decisões aguardando exatamente essa liberação. A combinação entre maior disponibilidade de crédito e retomada da confiança na Caixa deve impulsionar tanto vendas quanto lançamentos. “É um movimento que reorganiza o mercado. A regra volta ao que sempre fez sentido: avaliar se o cliente tem renda suficiente, e não limitar o número de imóveis”, conclui.

Com a decisão oficializada, o setor já se ajusta à retomada de negociações antes represadas. Para profissionais e compradores, a orientação é revisar simulações, reabrir propostas e checar novamente limites de crédito, já que várias operações que estavam inviáveis passam a ser possíveis.

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