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27 de janeiro de 2026 - 17:12

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O grande destaque do relatório é o desempenho do crédito consignado para trabalhadores do setor privado, que tem ampliado o total de concessões

Crédito deve desacelerar em 2025, mas Consignado Privado surpreende com alta de 257%

Estudo do Banco Daycoval aponta que, apesar do cenário de juros elevados, mudanças regulatórias no consignado e novos estímulos fiscais devem ditar o ritmo do mercado de crédito até 2026.

O mercado de crédito brasileiro caminha para uma fase de moderação, mas com nichos de crescimento explosivo. De acordo com o mais recente relatório do Departamento de Pesquisas Econômicas (DPEc) do Banco Daycoval, a projeção para o crescimento real do saldo total de crédito em 2025 foi mantida em 3,8%. O número reflete uma acomodação da atividade econômica, com o segmento de Pessoas Jurídicas (PJ) crescendo 3,2% e o de Pessoas Físicas (PF) avançando 4,9%.

O grande destaque do relatório é o desempenho do crédito consignado para trabalhadores do setor privado. Após mudanças nas regras da modalidade, as concessões deram um salto impressionante de 257% ao ano. O volume mensal, que antes orbitava a casa de R$ 1,6 bilhão, agora supera os R$ 6 bilhões.

Esse movimento tem sido o principal motor das concessões livres para as famílias, que registraram alta de 6,1% em outubro, compensando a maior cautela em outras linhas de crédito.

Olhando para o futuro, o Daycoval projeta que a dinâmica do consumo das famílias será impulsionada pelo “choque positivo de renda” vindo da isenção do IRPF prevista para janeiro de 2026. A análise do perfil dos tomadores de crédito indica que as famílias beneficiadas — aquelas que ganham entre 2 e 5 salários-mínimos — devem canalizar esse fôlego extra no orçamento para três frentes principais: Crédito Habitacional (26% da demanda); Consignado (24%); e Cartão de Crédito (19%).

No segmento corporativo (PJ), o cenário é de dualidade. Enquanto o crédito direcionado (rural e imobiliário) cresce a dois dígitos, o mercado de recursos livres sente o peso da política monetária.

Para o início de 2026, a expectativa é de que o consumo das famílias atue como um amortecedor. “O destravamento da renda pelo IRPF deve dar suporte ao crédito, compensando em parte o aperto das condições financeiras atuais”, conclui o estudo do Daycoval.

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