
Com cerca de 29,8 milhões de trabalhadores por conta própria no Brasil, segundo o IBGE, CrowdCare busca crescimento entre os brasileiros que não se enquadram mais nos modelos tradicionais de benefícios e planos empresariais de saúde
O crescimento dos trabalhadores autônomos e “pejotizados” no Brasil, que somam atualmente cerca de 29,8 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é uma das principais apostas da CrowdCare Brasil, plataforma internacional de financiamento coletivo para despesas médicas, que iniciou suas operações esse ano no Brasil.
A proposta da fintech é ampliar o acesso aos serviços de saúde, via crowfunding (fundo coletivo), a uma grande parcela de trabalhadores que não se enquadra mais nos modelos tradicionais de benefícios e de planos empresariais de saúde.
Segundo o IBGE, dos 29,8 milhões de brasileiros que trabalham por conta própria, cerca de 33% possuem CNPJ para prestar serviços de forma autônoma, perfazendo 10 milhões de profissionais que decidiram atuar como pessoa jurídica, seja por escolha própria ou seja por exigência do mercado, em busca de flexibilidade, autonomia e melhores oportunidades de renda.
Na visão estratégica da CrowdCare, esse movimento, no entanto, também expõe uma fragilidade: a ausência de benefícios tradicionais, como planos de saúde empresariais e a dificuldade de se contratar um plano individual de saúde que seja compatível com a renda de um profissional liberal no Brasil.
É nesse contexto que a CrowdCare busca ampliar sua atuação, oferecendo um modelo alternativo de acesso à saúde, voltado justamente a esse novo perfil profissional. A plataforma não é um plano de saúde, mas um sistema estruturado de financiamento coletivo (crowdfunding), no qual os membros contribuem mensalmente para um fundo comum que financia despesas médicas em geral, como consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos médicos.
“Os profissionais pejotizados e autônomos representam uma nova classe trabalhadora no Brasil, que não se enquadra mais nos modelos tradicionais de benefícios. A CrowdCare nasce para atender também esse público, com previsibilidade de custos, liberdade de escolha e um modelo mais compatível com a realidade de quem trabalha por conta própria”, afirma Karina Brito, CEO da CrowdCare Brasil.
Além da flexibilidade, o modelo tem atraído especialmente profissionais mais jovens, que já estão habituados a soluções digitais, colaborativas e menos burocráticas. A associação à CrowdCare é feita diretamente pelo aplicativo, disponível para iOS e Android, e permite que os membros escolham livremente médicos, laboratórios e hospitais, sendo atendidos como pacientes particulares.
Previsibilidade financeira
Outro diferencial para autônomos e microempreendedores é a previsibilidade financeira. As mensalidades têm valores fixos, bem como a coparticipação, que sempre é mesma, independentemente da complexidade da despesa médica. Isso é algo crucial para quem não tem renda fixa ou benefícios corporativos.
Para a CEO da CrowdCare no Brasil, o avanço da pejotização e da formalização entre trabalhadores por conta própria não é um movimento passageiro, mas uma tendência estrutural do mercado de trabalho brasileiro. “Estamos falando de milhões de profissionais que movimentam a economia, empreendem, inovam e precisam de soluções de saúde alinhadas à sua realidade. A CrowdCare quer ser parte dessa nova lógica de proteção social”, comenta.
“Esses profissionais — especialmente os mais jovens — estão no centro dessa transformação, pois buscam modelos de trabalho flexíveis, serviços que se adaptem às suas realidades financeiras e formas de proteção que não dependam exclusivamente de vínculos formais tradicionais”, acrescenta.
Criada a partir do modelo de crowdfunding para saúde, a CrowdCare reúne uma comunidade de pessoas que colaboram entre si para financiar despesas médicas, de consultas e procedimentos mais complexos, com um modelo transparente, previsível e sem a burocracia dos planos tradicionais.
“Ao aproximar soluções de saúde de quem vive literalmente da própria empresa, a plataforma reforça seu papel como protagonista na construção de uma nova relação entre trabalho, autonomia e cuidados médicos no Brasil”, conclui Karina.
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