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Getnet: Tap on Phone está evoluindo para Tap on Everything

por: Afonso Bazolli
em: Crédito
fonte: Mobile Time
08 de abril de 2026 - 17:12

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Depois da solução Tap on Phone, a Getnet aposta no Tap on Everything, ou seja, o smartphone é apenas um dos dispositivos intermediários para a realização do pagamento. Em entrevista para Mobile Time, Mayra Borges, vice-presidente de negócio e de produtos da adquirente, explica que a empresa começa apostando em totens de vendas, algo não muito disruptivo ou imaginativo, mas um desafio importante para a indústria. O teste está sendo feito com 150 equipamentos em diferentes estabelecimentos, como bares e restaurantes, e a solução deve ser lançada oficialmente ao mercado ainda este ano. Mas a empresa não para por aí. O “everything” é o limite e a criatividade pode ir além, levando o pagamento para geladeiras, carros e televisores

“Brinco que é possível comprar um tablet com Android 12 e NFC, instalar o aplicativo do parceiro e começar a vender. Não tem motivo para não funcionar. Mas a gente pensa em ir para um mundo futurista. Se colocar tela numa geladeira, botar uma telinha com NFC dentro de um carro, se eu botar numa televisão, quando eu tenho Android e tela NFC, consigo fazer uma experiência de compra”, exemplifica a executiva.

Os testes com totens começaram no último trimestre do ano passado. O desafio neste caso é que o totem, para o varejo, exige um ecossistema capaz de combinar a tela, o sistema operacional e a máquina de POS. “A estrutura de totem, até então, é cara. É preciso contratar o totem, a maquininha e um terceiro fornecedor que conecte essa POS na aplicação, a integradora de TEF. O totem é um arcabouço que, no mínimo, você está falando de três fornecedores”, explica Borges sobre a complexidade de se ter um totem no varejo.

Com o Tap on Everything basta um fornecedor porque está tudo no software e na tela de um tablet.

“Estamos trabalhando com esse modelo aqui na Getnet de um totem que é simplesmente uma tela com sistema Android e NFC. A solução fica totalmente plug and play. A forma de vender, de instalar, de interagir, fica muito simplificada e a experiência é muito melhor”, resume a executiva.

Outro ponto que ajuda é que o Tap on Phone (ou Everything) precisa certificar um software. E, ao certificá-lo, o SDK pode ser integrado a diferentes aplicações, com a segurança de um cartão físico.

“O Tap on Phone foi desenhado como se fosse uma transação de cartão presente. Então, tem toda a segurança de autenticação que você faz numa máquina. Ela é muito mais segura que uma transação de e-commerce e, para o comércio, traz muita tranquilidade”, resume.

De acordo com dados da Visa, em abril de 2025, o Brasil tinha 7 milhões de celulares habilitados para o Tap on Phone e é o terceiro maior player do mundo. “A gente virou benchmark para os outros países da América Latina”, afirma a executiva da Getnet.

As vantagens do Tap on Phone e Everything

A solução de pagamento que torna qualquer celular com NFC em um POS facilita a vida do pequeno empreendedor, reduzindo seus custos. No Brasil, a barreira de se colocar a senha em um celular desconhecido já foi superada. “A adesão por aqui foi muito rápida”, diz. “É uma solução que democratiza e incentiva a concorrência porque se compro maquininha e não estou satisfeita, teria que comprar e pagar por uma outra máquina. Com o Tap on Phone, não. Se não estou satisfeita, é só instalar um outro aplicativo”, explica.

Com relação ao Tap on Everything, Borges acredita que a solução abre uma porta de oportunidades para os grandes varejistas. Entre as opções, reduzir as filas dos caixas com a possibilidade de a compra ser finalizada com o próprio vendedor.

“Temos criado tantos casos de uso para ele que do grande ao pequeno conseguimos encontrar oportunidades para explorar”, acrescenta.

“As máquinas vão passar por transformações. Pode ser que para o pequeno não tenha mais a comercialização, mas os grandes sim, mas ela será muito mais inteligente, com sistema Android, com aplicativos, emissão de nota fiscal, com câmera que lê QR code ou uma etiqueta de roupa. Ela vai evoluir para algo mais sofisticado para sobreviver, não será somente uma máquina que aceita débito ou crédito”, resume.

A Getnet já está avançando para essa nova máquina de POS. Em dezembro, lançou sua máquina com sistema de processamento de hardware octa-core, com melhor performance, mais agilidade e robustez para incorporar nota fiscal, cardápio, entre outras facilidades, além de permitir a evolução do Android.

Comércio agêntico

A executiva acredita que o comércio agêntico será a grande tendência para este ano. “Temos uma solução pronta, desenvolvida dentro do comércio agêntico, junto com a Mastercard”, explica. “É uma revolução e ainda não tem uma experiência no mercado brasileiro”. A executiva explica que a documentação está “no forno” e estão “cozinhando o primeiro piloto”.

Na prática, no novo modelo, de Agentic Commerce, os agentes autônomos de inteligência artificial passam a iniciar, gerenciar e executar compras e pagamentos em nome dos consumidores. É possível, por exemplo, pedir ao agente monitorar passagens aéreas para uma determinada cidade, saindo no dia X e voltando no dia Y, e ele pode comprar no momento certo. “E ele vai lá e compra”, diz a VP da Getnet.

“Como vou saber se a IA está realmente comprando o que pedi ou que um hacker entrou, modificou o sistema e vai sair comprando com o meu cartão?”, questiona. “Tudo é pagamento com cartão e é nesse momento da segurança que a adquirente entra em ação. As transações passam por um tubo seguro e que não será invadido. As soluções atuais estão chegando mais maduras”, garante.

Pix com iniciação de pagamento

Uma terceira solução de pagamento que vai ser disruptiva em 2026 será o Pix com iniciação de pagamento. Neste caso, a barreira está na integração mais complexa para o pequeno empreendedor. “Ele ainda não é plug and play”.

“O Pix com biometria coloca o Pix no mesmo patamar de experiência de um pagamento com cartão no e-commerce”, afirma. Será o fim do copia e cola chave, sai do e-commerce e entra no app do banco. A fricção diminui consideravelmente e a experiência do cliente melhora. É só fazer a leitura da biometria facial e pronto, a solução busca sua chave Pix no banco e realiza a transferência.

“Isso é disruptivo, mas para ele funcionar existe uma tecnologia de APIs que o pequeno comércio precisa de dedicação para fazer a integração. Não está plug and play ainda”, conta.

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