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15 de março de 2026 - 12:12

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Entenda a estrutura do conglomerado de Daniel Vorcaro e quais marcas foram atingidas pela recente crise e liquidações do Banco Central

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18), trouxe de volta um questionamento que assombra investidores desde o final do ano passado: qual é o real tamanho do império financeiro que nasceu sob a marca do Banco Master?

Embora o Pleno tenha operado sua cisão jurídica meses antes da quebra, sua origem está ligada ao conglomerado liderado por Daniel Vorcaro. A estrutura do grupo, marcada por aquisições agressivas de instituições em dificuldade e um crescimento exponencial no crédito consignado, criou uma rede complexa de marcas que, até pouco tempo, compartilhavam os mesmos controladores e estratégias de captação.

O ecossistema do Grupo Master: quem fez parte?

O Grupo Master não era apenas um banco, mas um ecossistema que envolvia desde bancos digitais focados no varejo até corretoras de valores e fundos de investimento. A estratégia era clara: adquirir licenças bancárias e estruturas prontas para expandir a oferta de crédito.

As principais instituições ligadas ao grupo:

Banco Master (antigo Banco Máxima): o pilar central do grupo. Focado em crédito para empresas e investimentos de renda fixa com taxas acima do mercado. Sofreu liquidação extrajudicial em novembro de 2025.

Will Bank: fintech de varejo com foco em cartões de crédito e conta digital. O grupo Master adquiriu o controle da operação para ganhar escala no público jovem e desbancarizado. O Will Bank teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em janeiro de 2026.

Banco Pleno (antigo Voiter / Indusval): especializado em crédito corporativo e consignado. Foi a “moeda de troca” na separação societária entre Daniel Vorcaro e Augusto Lima em 2025. O Banco Pleno e a Pleno DTVM foram as últimas peças a cair, com liquidação decretada hoje, 18 de fevereiro de 2026.

Master Corretora (Master DTVM): braço de distribuição de títulos e valores mobiliários, essencial para a estratégia de captação de recursos via CDBs. O encerramento ocorreu simultaneamente à queda do Banco Master S/A e do Banco Master de Investimento.

Letsbank (antigo Banco Smartbank): focado em soluções de Banking as a Service (BaaS) para empresas e varejistas. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Letsbank S.A. Banco Múltiplo no mesmo dia da quebra do Banco Master.

CBSF DTVM (antiga Reag): instituição que atuava na gestão e distribuição de ativos e que também foi tragada pelo processo de resolução do Banco Central em janeiro de 2026, após investigações da “Operação Compliance Zero”.

Linha do tempo: do Indusval ao Banco Pleno

1991 – A origem (Banco Indusval): A instituição assume o nome de Banco Indusval, focando em crédito corporativo e agronegócio. Por décadas, foi um banco médio tradicional no mercado brasileiro.

2019 – A primeira grande mudança (Voiter): após anos de prejuízos, o banco passa por uma reestruturação e recebe um aporte de quase R$ 400 milhões. Em 2020, ele é rebatizado como Banco Voiter, com o objetivo de se tornar um banco de negócios mais digital e ágil.

Fevereiro de 2024 – A entrada do Grupo Master: O Banco Master, de Daniel Vorcaro, anuncia a compra do Voiter. A ideia era reorganizar o banco dentro do conglomerado que estava em rápida expansão.

Maio de 2024 – A saída de Augusto Lima: Augusto Ferreira Lima, então sócio de Vorcaro no Master, desliga-se do grupo para seguir carreira solo, levando consigo alguns ativos, incluindo a operação do Credcesta.

Julho de 2025 – O nascimento do Banco Pleno: Após autorização do Banco Central, Augusto Lima assume oficialmente o controle do antigo Voiter. O banco é rebatizado como Banco Pleno, focando agora em crédito consignado e adotando taxas agressivas de CDB para captar recursos.

Novembro de 2025 – Crise no Master: Enquanto o Pleno tentava se estabilizar, o Banco Master (seu antigo “irmão”) sofre uma liquidação. O Pleno escapa por ter se separado juridicamente do grupo três meses antes.

18 de Fevereiro de 2026 – O fim (liquidação): O Banco Central decreta a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM. O motivo: falta de liquidez, descumprimento de normas e a deterioração da situação financeira sob a gestão de Augusto Lima.

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