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04 de março de 2026 - 17:11 - atualizado às 17:17

 

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Patrimônio soma atualmente cerca de R$ 970 milhões, mas calcula-se R$ 730 milhões a valor presente

O Tesouro Nacional autorizou o BRB a vender carteiras de crédito de empréstimos com garantia da União. Com a venda, o Banco de Brasília pretende levantar recursos para melhorar a liquidez de curto prazo, uma preocupação da administração que assumiu a instituição após a operação Compliance Zero, que apura operações fraudulentas com o Banco Master. A carteira atualmente soma cerca de R$ 970 milhões, mas calcula-se R$ 730 milhões a valor presente.

O aval do Tesouro para o BRB se desfazer das carteiras foi informado primeiro pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo GLOBO. O banco público também confirmou que a solicitação foi atendida pelo órgão da União.

Em outra frente, o BRB precisa solucionar os problemas de capital relacionados a eventuais perdas com ativos que recebeu do Master em troca dos R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas fraudulentas. A nova administração do banco público, comandada por Nelson de Souza, está tentando negociar os ativos no mercado, mas há dúvidas sobre sua qualidade.

Essa é uma das medidas previstas no plano de recomposição do balanço, que foi encaminhado ao Banco Central. São opções ainda uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); empréstimo concedido por um consórcio de bancos; e criação de um fundo imobiliário com ativos do governo local como garantia.

Com o plano, o BRB pretende conseguir ao menos R$ 5 bilhões, valor que a equipe técnica do BC estima que a instituição estatal pode ter de prejuízo com os ativos repassados pelo Master, conforme depoimento do diretor de Fiscalização do órgão, Ailton Aquino, à Polícia Federal. A direção do banco tem até 31 de março para apresentar o balanço de 2025. Até lá, será preciso definir o valor exato a ser provisionado (reservado).

O BRB descartou, neste momento, um aporte direto do seu controlador, o governo do Distrito Federal. Até agora, o mais provável é obter uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos, em condições mais acessíveis, segundo interlocutores do BRB. Mas, nos bastidores, considera-se que um aporte seja necessário para compensar o rombo deixado pelos negócios do Master.

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