Jan
19
18 de janeiro de 2026 - 12:12

Uso-de-cartao-de-credito-deve-crescer-12percent-ao-ano-no-e-commerce-ate-2028-projeta-ebanx-televendas-cobranca-1

Ritmo mais intenso que a média do mercado de cartões em geral é puxado pela expansão contínua do comércio eletrônico e pela evolução tecnológica das credenciais de pagamento, diz levantamento

O uso de cartões de crédito no comércio eletrônico brasileiro deve avançar 12% ao ano até 2028, segundo projeção do Ebanx antecipada ao Valor. O ritmo é maior que a média do mercado de cartões em geral, que no terceiro trimestre deste ano cresceu 10,5%. O aumento reflete tanto a expansão contínua do e-commerce quanto a evolução tecnológica das credenciais de pagamento, que vêm incorporando novas camadas de segurança e tokenização.

“O e-commerce como um todo está crescendo. Ao mesmo tempo, acabam surgindo novas formas de pagamento, tem pagamentos instantâneos, temos carteiras digitais e temos o bem conhecido e produto mais antigo que é o cartão de crédito. Mesmo no cartão de crédito, há projeção de crescimento porque tem muita nova funcionalidade surgindo”, afirma Sebastian Fantini, diretor de produtos do Ebanx.

O levantamento combina dados do Ebanx e informações da empresa de pesquisa e consultoria Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI), além de análises adicionais feitas pela fintech para avaliar as tendências.

Entre as funcionalidades que devem sustentar o ritmo de expansão está a tokenização — mecanismo que substitui o número real do cartão por um código, usado em compras online. Isso melhora a segurança, reduz fraudes e aumenta taxas de aprovação, segundo Fantini. “Você não tem, como usuário, que digitar o cartão em toda compra que você faz. Você consegue criar um token, que é um código que substitui os teus 16 dígitos do cartão, e isso é muito mais seguro, tem maiores taxas de aprovação, melhora a experiência e evita você ter que colocar o CVV [código de segurança do cartão]”, explica.

Soluções como “Click to Pay” e avanços em autenticação e prevenção de fraudes também são apontados como motores do crescimento. Há ainda um esforço da indústria para destravar o desempenho do cartão de débito no e-commerce. “O débito tem potencial, mas ele tem um grande competidor, que é o Pix”, afirma Fantini. Segundo Leandro do Carmo, diretor-geral do Ebanx no Brasil, o avanço do Pix acelerou a padronização para o “PINless debit” (transação no débito sem exigir senha) e outras melhorias de experiência.

Os dados do estudo mostram que o Pix avançou nas compras digitais, tendência que deve continuar. Neste ano, enquanto os cartões de crédito representam 41% do volume transacionado no e-commerce brasileiro, o Pix respondeu por 42%. Para o Ebanx, o motor desse crescimento não é a migração de usuários que antes usavam cartão, mas, sim, a entrada de consumidores que não tinham acesso ao crédito.

O lançamento do Pix Automático, em junho deste ano, também deve acelerar o uso do meio de pagamento em verticais de assinatura, tradicionalmente dominadas pelo cartão. Para serviços de streaming e conteúdos recorrentes, a falta de cobrança automática era uma barreira. Segundo Fantini, em um dos casos analisados pelo Ebanx, 74% dos usuários que escolheram o Pix Automático eram novos — não vieram do cartão.

Mesmo com o avanço do Pix, o parcelamento segue como pilar no comércio eletrônico brasileiro. No ano passado, 47% do volume processado do e-commerce foi parcelado, segundo o Ebanx.

O hábito, porém, não é exclusivo dos brasileiros, mas da América Latina. “A Argentina é o único país [da região] em que o Brasil ‘perde’ em questão de porcentagem”, diz Fantini. Na Argentina, 60% do volume processado foi parcelado.

O estudo aponta ainda que o Brasil é o país com maior volume de transações de cartão de crédito e débito tokenizadas entre os mercados emergentes. No país, 25% das transações em e-commerce foram tokenizadas. Na sequência, vêm a Índia e o Chile, ambos com 20%. Outro estudo do Ebanx já havia mostrado que o uso de tokens de rede diminui em 86% as recusas de compras por suspeita de fraude.

Para o Ebanx, a adoção no país reflete a maturidade do mercado. “O Brasil, em nível de América Latina, está vários passos à frente quando a gente fala de maturidade do ecossistema de pagamentos”, afirma Fantini. Ele cita que, enquanto o país consolidou há mais de uma década a interoperabilidade entre adquirentes, Chile e Argentina ainda superavam modelos de monopólio ou duopólio até poucos anos atrás. No México, o sistema opera com um modelo exclusivo que não funciona nos mesmos trilhos usados em outros mercados.

O Ebanx também vê espaço para expandir soluções próprias baseadas em inteligência artificial, como roteamento inteligente — tecnologia que escolhe automaticamente o adquirente com maior probabilidade de aprovação para cada transação — e novos modelos de prevenção a fraudes.

Para os executivos, a pesquisa mostra que os meios de pagamento não se canibalizam, mas se complementam. A inserção de um novo método no checkout costuma atrair novos consumidores, sem substituir os métodos anteriores.

CADASTRE-SE no Blog Televendas & Cobrança e receba semanalmente por e-mail nosso Newsletter com os principais artigos, vagas, notícias do mercado, além de concorrer a prêmios mensais.

» Conheça os colaboradores que fazem o Blog Televendas e Cobrança.

Gostou deste artigo? Compartilhe!

Escreva um comentário:

[fechar]
Receba as nossas novidades por e-mail:
Cadastre-se agora e receba em seu e-mail:
  • Notícias e novidades do segmento de contact center;
  • Vagas em aberto das principais empresas de Atendimento ao Cliente;
  • Artigos exclusivos sobre Televendas & Cobrança assinados pelos principais executivos do mercado;
  • Promoções, Sorteios e muito mais.
Preencha o campo abaixo e fique por dentro das novidades: