
O WhatsApp vai começar a testar em breve a possibilidade de envio de Pix diretamente de uma sessão de conversa por meio de parceria com um iniciador de pagamento (ITP), apurou Mobile Time junto a fontes que acompanham o assunto
O objetivo é aprimorar a experiência do cliente. Hoje, o pagamento de uma conta por Pix no WhatsApp acontece copiando e colando um código Pix. Inicialmente, o vendedor precisava enviar o código como uma mensagem. No ano passado, o WhatsApp criou um botão para facilitar esse processo. O botão pode ser publicado pelo lojista em uma conversa. Ao clicar no botão, o código Pix é copiado. De todo modo, no Pix “copia e cola”, o consumidor precisa abrir separadamente o app da sua instituição financeira, se autenticar, colar o código e informar sua senha de transação para efetuar o pagamento.
Com a parceria com um ITP, a experiência ficará mais fluida. O consumidor não precisará sair do WhatsApp para fazer um Pix. Uma janela do banco escolhido será aberta automaticamente para autenticação e realização da transação, e depois fechada.
No modelo de ITP, o dinheiro não passa pelo iniciador de pagamento, tampouco as credenciais do pagador. O ITP é apenas uma ponte entre as contas correntes do consumidor e do lojista. Esse é o modelo usado pela carteira do Google, por exemplo, e por vários portais de comércio eletrônico.
A nova funcionalidade será disponibilizada pelo WhatsApp para os seus parceiros da plataforma WhatsApp Business API para que a ofereçam aos seus clientes. É esperado que um teste beta aconteça ainda este ano.
Pix no WhatsApp em retrospectiva
Para se consagrar definitivamente como um superapp no Brasil, o WhatsApp sabe que precisa ser também um meio de pagamento dos brasileiros. Ele vem perseguindo isso há mais de cinco anos, antes mesmo do Pix.
Foram muitas reviravoltas desde então. Primeiro tentou criar seu próprio serviço de pagamento, que seria chamado de Facebook Pay, e cujo lançamento aconteceria meses antes do Pix, mas acabou sendo barrado pelo Banco Central.
Depois, conseguiu criar um serviço para cadastro de cartões de débito, para transferências entre pessoas (P2P), que mais tarde foi expandido para pagamentos a comerciantes de pequenas e médias empresas e também com cartões de crédito, mas que nunca decolou no Brasil, por conta da fricção na jornada e do receito do brasileiro em relação à segurança.
Por fim, o WhatsApp entendeu que não poderia lutar contra o Pix e precisava virar seu aliado. E assim acabou incorporando o serviço brasileiro de pagamentos instantâneos. Inicialmente permitiu que as pessoas cadastrassem suas chaves Pix no WhatsApp, para enviar pedido de pagamento. E depois criou o botão de “pagar com pix”, gerando o código para copiar e colar.
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