
Captação líquida nos três últimos meses de 2025 foi de R$ 32 bilhões, com crescimento de 10%, mesma porcentagem na comparação anual
A XP Inc. encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 1,33 bilhão, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior, e com um avanço de 10% em 12 meses, com margem líquida ajustada de 26,9%. A captação líquida nos três últimos meses de 2025 foi de R$ 32 bilhões, com crescimento de 10%, mesma porcentagem na comparação anual.
Os ativos sob custódia somaram R$ 1,491 trilhão, incremento de 5% no trimestre e de 16% em 12 meses. Em janeiro, a XP bateu a marca de R$ 1,5 trilhão em custódia de investidores. Considerando-se recursos sob gestão e administração, o total chegou a R$ 2,08 trilhões em dezembro, crescimento de 22% no ano, impulsionado por R$ 20 bilhões de captação líquida no varejo.
Na conferência com analistas, o CEO da XP, Thiago Maffra, comentou que o desempenho vem da composição dos ativos no ecossistema XP, que combina banco de atacado, vendas cruzadas de produtos em novas verticais, como seguros, previdência e cartões, e uma nova forma de atender o cliente, em que ele escolhe como quer pagar pelo serviço de assessoria.
No fechamento de 2025, ele citou que 23% dos ativos sob custódia no varejo estavam no modelo “fee based”, em que o investidor paga uma taxa proporcional ao patrimônio, em vez do tradicional, comissionado por produtos vendidos. Maffra disse que clientes acompanhados de perto por assessores financeiros e que aderem ao planejamento financeiro e à alocação sugerida trazem resultados bem tangíveis para a companhia.
“Nos últimos anos investimos muito em processos escalonáveis, governança e tecnologia. E em 2026 começaremos a ver esses investimentos amadurecendo e começando a se traduzir em resultados. Isso é reforçado por uma equipe de vendas capacitada e bem treinada, com incentivos alinhados, garantindo uma execução consistente em toda a organização”, comentou Maffra.
O executivo citou que a XP continua a investir de forma disciplinada, com foco no banco de atacado e no canal “B2C”, de atendimento direto, ao mesmo tempo em que refina a segmentação para garantir uma proposta de valor clara e precisa para cada perfil de cliente. “Isso nos permitirá crescer com qualidade, de forma lucrativa e sustentável.”
A taxa anualizada da “take rate”, que reflete a rentabilidade por cliente, encerrou o quarto trimestre em 1,25%, o equivalente a um recuo de 8 pontos básicos em relação a dezembro de 2024.
A companhia brasileira, listada na Nasdaq, reportou receita bruta de R$ 5,3 bilhões no último trimestre de 2025, crescimento de 12% na comparação anual, sustentada por maior diversificação no varejo e aceleração das atividades do banco de atacado. As rendas líquidas somaram R$ 4,951 bilhões, com alta de 6% no trimestre e de 10% na comparação anual. O varejo contribuiu com R$ 3,862 bilhões, aumento de 4% e 8%, respectivamente, nesses mesmos intervalos.
O EBT ajustado atingiu R$ 1,55 bilhão, aumento de 20% na comparação anual, e margem EBT de 31,3%, refletindo disciplina operacional e ganhos de eficiência. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ficou em 23,9%.
No consolidado do ano, a XP Inc. registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões, crescimento de 15% na comparação anual, com EBT ajustado de R$ 5,5 bilhões, 10% a mais do que no ano imediatamente anterior.
No varejo, houve uma maior contribuição de fundos, renda fixa e novas verticais (seguros, cartões, previdência, contas digitais e global). O volume transacionado em cartões atingiu R$ 14,6 bilhões, crescimento de 11%, e acima da média histórica da indústria para o último trimestre do ano. Já os prêmios de seguros de vida somaram R$ 502 milhões no período, avanço de 25% na comparação anual. Os ativos de previdência atingiram R$ 95 bilhões, crescimento de 17% na mesma base de comparação.
A companhia relata ter mantido expansão nas novas verticais, com crescimento anual de 21% na receita oriunda de produtos como câmbio, investimentos globais e consórcio.
O banco de atacado foi o principal destaque de crescimento no quarto trimestre, com receita de R$ 895 milhões, avanço de 49% na comparação anual, impulsionado pela forte atividade de ofertas de títulos de dívida privada.
A XP anunciou que Maffra e José Berenguer, CEO do Banco XP, vão se tornar acionistas com direito a voto da XP Control, juntando se a Guilherme Benchimol, Fabricio Cunha de Almeida e Guilherme Sant’Anna.
Bruno Constantino deixará de ser sócio da controladora. Já Gabriel Leal e Bernardo Amaral Botelho deixarão de ter direito a voto. Os três seguem no conselho de administração. Esse processo de saída envolve a aquisição, pela XP Control, das participações acionárias deles, em troca de dinheiro e ações ordinárias Classe A. A XP Control continuará com 69% do poder de voto e Benchimol como acionista majoritário.
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