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Quando vale a pena deixar um emprego estável?

por: Afonso Bazolli
em: Gestão
fonte: Valor Econômico
11 de agosto de 2014 - 18:02

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Por: Karin Parodi

Tenho 36 anos e sou médico. Atualmente trabalho em quatro empregos – dois estatutários (duas prefeituras) e dois como celetista (em um hospital e em um ambulatório de especialidades públicos). Os empregos celetistas têm horários flexíveis, mas os estatutários têm jornada de 20h semanais. Por razões legais, as prefeituras começaram a exigir o cumprimento da carga horária integral. Além de não acreditar que o trabalho médico deva ser avaliado apenas pelo cumprimento do horário, o salário não acompanhou essa mudança. Estou com vontade de partir para a iniciativa privada e ganhar por “produção”. O problema é que não sei se quero assumir essa responsabilidade. É necessário muito dinheiro para manter um consultório próprio e os pacientes terão um perfil totalmente diferente. Além disso, teria que deixar um emprego público, que me garante salário certo no fim do mês, para assumir algo que não tenho certeza se vai dar certo. O que devo fazer?

Médico coordenador, 36 anos

Resposta:

A carreira que você escolheu possui dois grandes diferenciais competitivos: a longevidade e a possibilidade de atuação em várias frentes. Ser médico com 36 anos de idade, portanto, significa estar apenas no início de uma longa jornada, pontuada por diferentes oportunidades de realização profissional.

A indústria dos cuidados com a saúde é uma das mais promissoras para empreendedores e para empregados, por conta de seu potencial de crescimento: novas tecnologias, especialidades e serviços não param de surgir. E a população está amadurecendo rapidamente no Brasil, o que fará a demanda por médicos disparar.

Tudo conspira a seu favor, como sua carreira bem reflete: quatro organizações distintas demandam seus serviços. As exigências legais de carga horária integral são apenas mais uma evidência dessa demanda crescente. Sua agenda, no entanto, parece-me carregada e, independentemente de qualquer exigência legal, acho que você deveria fazer escolhas, seja para ter mais tempo de atualizar-se, seja para aumentar sua renda.

Responda a si mesmo sobre o que mais o estimula e o deixa feliz: liberdade de horário? Remuneração mais agressiva? Segurança e estabilidade? Desafios crescentes com maiores responsabilidades? Correr maiores riscos? Ter maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional? Consciente disso, ficará mais fácil fazer o que eu vou propor: desenhe suas possibilidades e analise cada uma delas, pensando no que gostaria de estar fazendo nos próximos cinco, dez e quinze anos. Em relação a cada opção, leve em conta os quatro pontos da chamada matriz “SWOT”: ameaças do mercado, oportunidades do mercado, suas forças e suas fraquezas.

Em paralelo, pense nas “n” possibilidades de carreira que existem e que você não mencionou. Naturalmente, você chegará a um conjunto de opções que lhe parecem mais interessantes. Empreender, montando um consultório, pode ser uma opção finalista. Envolve investimento de dinheiro e de tempo, e inclui um custo fixo que independe do número de pacientes e de sua capacidade de produção – que, por sua vez, atrela-se à capacidade de construir uma clientela do zero.

Os médicos têm a vantagem de poder se associar a planos de saúde, o que lhes acelera essa construção de clientela, mas pode ser necessário paciência até que o negócio decole. Além disso, você pode dividir os custos de um consultório com um colega de profissão. Suas dúvidas sobre as mudanças do perfil de pacientes me deixaram em dúvida. Quais seriam as dificuldades? Acredito que você tenha condição de atender pacientes de diversos perfis, até porque só escolhe medicina quem tem vocação.

Outra escolha finalista potencial é a do emprego em hospital particular. Tende a ser uma opção de menor risco financeiro e, dependendo de seus resultados, ela lhe dará a chance de trilhar uma carreira ocupando posições de liderança. Uma última finalista talvez seja o emprego em período integral em uma prefeitura. Você pode buscar maiores responsabilidades e desafios, para justificar uma revisão de sua remuneração.

Todas essas possibilidades têm riscos, mas nenhuma é tão arriscada assim para quem escolheu ser médico. Invista o tempo que for necessário nessa avaliação e tome sua decisão com segurança. Tenha em mente que sua carreira é longa e você pode, sim, dar-se ao luxo de correr riscos. Se não der certo, basta voltar aos trilhos. Você é um privilegiado; trilhos não lhe faltam. Aproveito esta última coluna do ano para desejar boas festas e um excelente 2014 para todos os leitores!

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