
Segundo Marcos Loução, o aumento da inadimplência foi notado em um perfil específico de clientes
O presidente do Porto Bank, Marcos Loução, disse hoje que a companhia será mais rigorosa na gestão de limites de parte dos clientes, após o aumento da inadimplência no segundo trimestre que provocou um aumento das provisões.
Em teleconferência com analistas, ele disse que esse aumento da inadimplência foi concentrado em um perfil específico: pessoas que entraram no ecossistema da Porto ao contratar seguros há certo tempo (entre três e quatro anos) e empreendedores em pequenas ou médias empresas. “Esse perfil que se deteriorou além do que imaginávamos”, afirmou.
Segundo o executivo, foram realizados testes até mesmo para entender se havia falha nos modelos de crédito, mas ficou entendido que os ajustes realizados no segundo trimestre já estão precisos. “No mês de junho, por exemplo, 93% dos clientes que entraram no cartão de crédito tinham um perfil distante do apontado [dos que elevaram a inadimplência]”, explicou.
O lucro líquido recorrente do grupo Porto cresceu 1% no segundo trimestre, na comparação anual, para R$ 889 milhões, enquanto o lucro gerencial ficou praticamente estável no período.
O desempenho refletiu o avanço do resultado das operações de seguros, saúde e serviços, mas foi impactado pela queda de 32% no lucro do Porto Bank, para R$ 138 milhões, após o aumento das provisões.
Com o ciclo de crédito mais adverso, a inadimplência de 90 dias passou de 8,2% no primeiro trimestre para 9,4% no segundo trimestre.
As perdas de crédito cresceram 67%, na comparação com o segundo trimestre de 2026, chegando a R$ 868 milhões. A carteira de crédito cresceu 12%, na comparação anual, para R$ 23,4 bilhões.
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