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O conteúdo é bom, mas funciona?

por: Afonso Bazolli
em: Gestão
fonte: Monkey Business
28 de outubro de 2015 - 18:00

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Essa semana aconteceu o MaxiMídia, evento com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado, promovendo discussões de relevância estratégica e integração entre agências, anunciantes e veículos. Dentre tantos excelentes nomes do mercado que passaram por lá, quem mais me chamou a atenção foi Craig Heimbuch, cujo título da apresentação é o mesmo deste post, uma pergunta bastante pertinente.

Em sua palestra, Craig sugeriu que as marcas devem tornar seu conteúdo valioso. Dentre diversos cases mencionados, um deles foi o da P&G, que possui um portal voltado para meninas, o Being Girl. Por questões legais eles não podem vender diretamente para esse público, mas isso não impede a marca de construir um relacionamento de investimento, isto é, construir uma relação de confiança através de conteúdo relevante para sua audiência para, no futuro, essa audiência voltar a se comunicar com a marca.

Tomo a liberdade de transpor o assunto para a específica comunicação em apresentações, afinal, elas também comunicam com uma audiência e podem ter como objetivo a venda de um produto ou serviço.

Com o passar dos anos os profissionais dentro das empresas passaram a se preocupar mais com suas apresentações, tanto pelo crescimento do mercado de apresentações quanto pelo aumento de referências do assunto (como o TED), aumentando o investimento de tempo no desenvolvimento de cada apresentação.

Quando falamos em planejamento e desenvolvimento de apresentações sempre frisamos a necessidade de começar identificando o objetivo, para então desenvolver o raciocínio e fluxo de informações que conduzirão as pessoas até a conclusão, tudo milimetricamente calculado para causar a impressão correta e garantir uma mensagem com resultado alinhado ao objetivo. Neste ponto, encaixo a pergunta de Craig: o conteúdo é bom, mas funciona?

No caso das apresentações, é possível encontrarmos diversos palestrantes com temas aprofundados e conteúdo de qualidade, mas ainda assim a audiência continua não satisfeita. Isso é possível acontecer caso você ignore as necessidades da audiência. Para Craig, é fundamental ouvir os clientes para entender o que eles esperam, e a aplicação disso em apresentações é entender que, para um conteúdo ser rico, é preciso se comunicar diretamente com os desejos e necessidades da audiência, e às vezes isso pode ser mais fácil do que imaginamos.

Reflita sobre os excessos que estão atrapalhando a sua comunicação na hora de se apresentar, a seletividade de informações que você está entregando e lembre-se de que a apresentação não é feita para você, mas para os outros. Conteúdo bom, para funcionar, deve entregar o que a audiência quer/precisa, e isso pode ser mais fácil e menos dispendioso do que você imagina.

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