
Use ferramentas para conseguir avaliar o que não está no currículo
Por: Jorge Matos
Está lançado o desafio: achar um profissional que reúna os conhecimentos, habilidades e comportamentos adequados para o cargo. Quando converso com pessoas que fazem recrutamento e seleção, achar uma pessoa que reúna esses atributos parece óbvio, mas na prática não é o que acontece. Prova disso é a altíssima taxa de turnover que assombra as empresas. O que acontece, então? Muitas vezes a avaliação dos conhecimentos e habilidades das pessoas prevalece e a questão comportamental acaba ficando de lado. É justamente aí que mora o problema.
Por exemplo, se Steve Wozniak, que foi quem fez de fato o primeiro produto da Apple, tivesse ficado com a missão de criar as estratégias comerciais da empresa e as apresentações para os possíveis clientes, provavelmente não conheceríamos a maçã mordida que estampa tantos produtos eletrônicos. Ao mesmo tempo, se Steve Jobs tivesse ficado com o papel de bolar o equipamento, o resultado também não teria sido o que vemos hoje. Ambos eram gênios e tinham amplos conhecimentos de tecnologia, mas o que motivava cada um e a forma de se comportar era bem diferente.
O segredo para contratar a pessoa certa para o cargo certo está em utilizar ferramentas que avaliem aquilo que não está estampado no currículo, mas que será a diferença entre a alta performance e a rotatividade: o comportamento, a essência do candidato versus a essência do cargo. E o melhor de tudo é que isso está ao alcance de qualquer recrutador. Muitas empresas já acordaram para esse fato, outras ainda estão no caminho do descobrimento. Qual é o seu caso?
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O comportamento, é o de menos e, isso pode ser moldado.
O que deve importar (e que os recrutadores não veem), é a experiencia.
De que adianta ter uma pessoa abarrotada de curriculuns ou mesmo ter um comportamento digno de inglês nenhum botar defeito se não souber trabalhar?
Rodney
Creio que o comportamento apontado no artigo, se refere a muito mais do que o significado direto da palavra. Não só isso, no artigo ele se refere ao Comportamento como um dos “lados” do candidato que devem ser analisados durante a entrevista, já que muitas das vezes um currículo “completo” acaba por vislumbrar os olhos do recrutador.
Acredito que o comportamento seja o aspecto mais agravante, pois uma pessoa sem experiencia pode ser capacitada, mas alguém que é por exemplo, rebelde, insubordinada ou orgulhosa, não pode ser facilmente moldada, pois trata-se de traços de personalidade, lembrem-se amigos, nem mesmo um casamento é capaz de mudar alguém, muito pelo contrario, apenas super dimensiona suas características, boas ou ruins; então muito menos um emprego mudará a personalidade de alguém.
Rumenigue Borges