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Inadimplência tem leve alta nos bancos

por: Afonso Bazolli
em: Cobrança
fonte: Valor Econômico
26 de agosto de 2014 - 18:04

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Balanços divulgados por Bradesco e Santander, dois dos principais bancos de varejo do país, deram sinais de que os credores atrasaram mais o pagamento de suas dívidas, mas sem que isso fosse suficiente para arranhar o lucro das instituições.

Executivos de ambos os bancos são insistentes em negar, mas analistas começam a se questionar se o movimento já não marca uma deterioração do índice de inadimplência. Pelas projeções que vinham sendo traçadas até agora, o nível de calotes só começaria a mostrar uma piora no fim deste ano.

O Santander mostrou a maior piora nos pagamentos em atraso acima de 90 dias. O indicador ficou em 4,1%, com alta de 0,3 ponto percentual em relação a março. Esse foi o segundo trimestre consecutivo de piora do índice de inadimplência do banco.

Para Jesús Zabalza, presidente do Santander Brasil, o movimento não representa uma tendência. “Nossa ideia para os próximos trimestres é que a inadimplência fique estável ou com uma leve queda, mas não muito importante”, disse o executivo ontem, durante teleconferência com jornalistas.

No Bradesco, a taxa de atrasos acima de 90 dias fechou junho em 3,5%, valor 0,1 ponto percentual maior na comparação com março. Apesar de sútil, é a primeira elevação do indicador dos últimos dois anos.

Todos os tipos de tomadores de empréstimos atrasaram os pagamentos, de consumidores a empresas de diversos portes. “A tendência da qualidade de crédito visivelmente enfraqueceu”, afirma o Goldman Sachs em relatório. Para o Credit Suisse, há uma “esperada elevação nas provisões” nos próximos trimestres.

Para Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, o avanço no trimestre não reflete uma deterioração da qualidade dos ativos. “Não existe nenhuma tendência de a inadimplência mudar de patamar. Não há um ciclo de esgotamento da capacidade de pagamento [dos tomadores]“, afirmou o executivo durante entrevista a jornalistas.

O principal argumento de Bradesco e Santander para espantar o temor de uma piora nos atrasos é que o indicador antecedente de inadimplência aponta queda em ambos os bancos.

O índice de atrasos de 15 a 90 dias no Santander fechou junho em 5%, com uma redução de 0,3 ponto percentual na comparação trimestral. No Bradesco, o recuo foi de 0,2 ponto percentual, para 4,1%.

Dados do Banco Central mostram que a inadimplência do sistema financeiro ficou em 3% em junho, estável ante março, depois de ensaiar uma alta em maio.

Entre os economistas e analistas, os números não são suficientes para dirimir preocupações de que os atrasos podem se intensifica nos bancos. “Não achamos que os riscos de uma inadimplência maior em 2015 aliviaram completamente só pelos dados melhores de julho”, afirmou o BTG Pactual em relatório.

Para os analistas, se a inadimplência voltar a subir, desta vez os bancos brasileiros terão menos munição para contorná-la. Isso porque alternativas como migração para créditos com mais garantia, corte de custos e reforço dos modelos de análise de risco já foram feitos. “Assim sendo, acreditamos que um aumento potencial dos créditos inadimplentes no cenário atual pode ter impactos importantes em resultados, ainda que a deterioração não seja tão dura quanto em ciclos anteriores”

Nem de longe, por enquanto, o crescimento do número de maus pagadores chegou a afetar a última linha do balanço dos bancos na comparação anual. Os resultado de Santander e Bradesco superaram a expectativa de analistas.

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1 Comentário
  1. A situação da inadimplência é causado na maioria das vezes impulsionada pelos bancos que determina metas para agencias.

    Que por sua vez oferece mais credito em troca produtos.
    Haja visto que os ganhos ou faturamentos dos cliente neste ano, foi menor que infração.
    como é possível bater metas e dar mais crédito?? só pode dar neste resultado cobrança.

    Edson Santos

    edsantos em 29 de agosto de 2014 - 21:41

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