
Os bancos da zona do euro restringiram o acesso ao crédito no segundo trimestre devido a temores de instabilidade geopolítica e esperam um aperto ainda maior no trimestre atual, mostrou nesta terça-feira a Pesquisa Trimestral sobre Empréstimos Bancários do BCE (Banco Central Europeu).
O levantamento, um dado fundamental nas deliberações sobre política monetária, também indica que, embora a demanda por empréstimos empresariais tenha aumentado, os credores rejeitaram uma parcela maior de pedidos, e os critérios de concessão de crédito se tornaram mais restritivos principalmente em setores como a indústria automotiva e a manufatura com alto consumo de energia, informou o BCE.
Os resultados da pesquisa estão amplamente alinhados com a visão do BCE de que a guerra no Irã representará um pequeno entrave ao crescimento econômico.
“Os riscos percebidos para as perspectivas econômicas e a menor tolerância ao risco dos bancos continuaram sendo os principais fatores que contribuíram para o endurecimento, já que os bancos permanecem altamente atentos aos riscos relacionados aos desdobramentos geopolíticos e energéticos.”
- BCE
“Para o terceiro trimestre de 2026, os bancos esperam que os critérios de crédito se tornem ainda mais restritivos em todas as categorias de empréstimos”, afirmou o BCE, com base em uma pesquisa realizada com os 159 maiores bancos do bloco.Quanto aos empréstimos imobiliários, a demanda já caiu acentuadamente no segundo trimestre e os bancos projetam uma queda ainda maior.
O BCE deve deixar as taxas de juros inalteradas nesta semana, em parte devido à fraqueza do crescimento econômico, mas um aumento em setembro continua sendo o cenário base para a maioria dos analistas, já que o aumento dos preços da energia induzido pela guerra no Irã elevou a inflação para cerca de 3%, bem acima da meta de 2% do BCE.
CADASTRE-SE no Blog Televendas & Cobrança e receba semanalmente por e-mail nosso Newsletter com os principais artigos, vagas, notícias do mercado, além de concorrer a prêmios mensais.