
A margem financeira somou R$ 18,3 bilhões, alta de 4,2% no trimestre e de 11,8% em 12 meses
As provisões para devedores duvidosos continuaram pressionando o balanço da Caixa Econômica Federal no primeiro trimestre de 2026. O banco mostrou piora na inadimplência em linhas gerais, mas especialmente no agro, que já havia deteriorado no último trimestre.
O lucro líquido recorrente do banco caiu 34,4% na comparação anual, para R$ 3,5 bilhões. Em relação ao quarto trimestre de 2025, porém, houve avanço de 25,4%. Já a margem financeira somou R$ 18,3 bilhões, com alta de 4,2% no trimestre e de 11,8% em 12 meses.
A carteira de crédito do banco atingiu R$ 1,410 trilhão, com crescimento de 2,3% no trimestre e de 11,3% em um ano. A inadimplência subiu em março para 3,71%, ante 3,07% em dezembro e 2,49% em março de 2025. No agro, o indicador saltou para 18,29%, de 14,09% e 4,30%, na mesma base de comparação.
No crédito imobiliário, a inadimplência ficou em 1,6%, ante 1,18% e 1,42%, na mesma base de comparação. No crédito livre para pessoa física, a inadimplência registrou 6,12%, frente a 6,02% em dezembro e 4,85% em março de 2025. Já no crédito livre para pessoa jurídica, o índice alcançou 13,20%, ante 12,13% no trimestre anterior e 9,26% na comparação anual. Por fim, na carteira de infraestrutura, a inadimplência encerrou março em 0,03%, ante 0,01% em dezembro e 0,06% no mesmo período do ano passado.
As despesas com provisões para devedores duvidosos atingiram R$ 6,5 bilhões, alta trimestral de 21,7% e anual de 211,5%. “A composição da carteira da Caixa apresenta forte concentração em crédito habitacional e operações com garantias consistentes. Isso traz níveis de perda esperada menores e resiliência à carteira, reduzindo a vulnerabilidade a cenários adversos e garantindo maior estabilidade operacional”, diz o banco no balanço.
A carteira de crédito imobiliário da Caixa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com saldo de R$ 966,2 bilhões, um avanço de 3,0% em relação ao trimestre anterior e de 13,9% em 12 meses. Entre janeiro e março, as contratações de financiamento habitacional somaram R$ 64,2 bilhões, queda de 11,9% na comparação trimestral e alta de 30,6% frente ao mesmo período de 2025.
No crédito comercial para pessoa física, o banco fechou março com R$ 154,9 bilhões em saldo, crescimento de 10,4% no trimestre e de 10,4% em relação a um ano antes. Já no segmento de pessoa jurídica, o estoque atingiu R$ 114,3 bilhões, com alta de 8,8% e queda de 0,4%, respectivamente.
A carteira de infraestrutura totalizou R$ 109,8 bilhões, recuo trimestral de 0,4% e crescimento anual de 0,5%. No agronegócio, o saldo chegou a R$ 64,9 bilhões no fim de março, com alta de 3,2% no trimestre e de 2,2% em 12 meses.
A receita com prestação de serviços, incluindo tarifas, totalizou R$ 7,4 bilhões, queda de 1,9% no trimestre e alta de 12,5% em 12 meses. Já as despesas operacionais (pessoal e administrativas) somaram R$ 11,5 bilhões, queda de 9,8% e alta de 6,0%, na mesma base de comparação.
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