
Banco conta com a tecnologia e com uma equipe motivada como motor de resultados sólidos
Por qualquer métrica que se avalie o Itaú, a conclusão é a mesma: o maior banco privado do Brasil apresenta números sólidos. No ano passado, por exemplo, a instituição reportou um lucro de 47 bilhões de reais — o maior do setor. O resultado mostra ainda que o Itaú se descolou da concorrência nos últimos anos ao elevar os ganhos em 55% de 2022 a 2025, enquanto, na média, o lucro dos demais bancos cresceu 19%, de acordo com a agência de análise de crédito Austin Rating, uma das mais respeitadas do Brasil.
O consenso entre os analistas de mercado é de que os volumosos investimentos em tecnologia, desde 2018, explicam parte dos bons números apresentados pelo banco atualmente. Tais aportes permitiram reduzir custos e aumentar a eficiência diante do avanço das fintechs e da popularização do Pix. A instituição também foi ágil para incorporar as mudanças de hábito da clientela.
Um dos reflexos dessa transformação é a redução da estrutura física. O Itaú reduziu em 48% o número de agências desde 2022, de 4 231 unidades para 2 210 no último mês de junho. Em contrapartida, o atendimento pelos canais digitais ganhou novas funcionalidades, que extrapolam em muito os serviços básicos. É o caso da ia.i, plataforma de inteligência artificial generativa do banco. “O cliente soluciona dúvidas e até recebe indicações de investimentos como o CDB”, diz Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú.
Líder na categoria bancos de varejo do ranking TOP30, a instituição se tornará ainda mais tecnológica nos próximos anos, segundo Maluhy, o que contribuirá para uma gestão de risco de crédito mais assertiva — área em que os números já são impressionantes. Há mais de um ano, por exemplo, o banco mantém a inadimplência em 1,9% — a menor da história —, considerando pagamentos com atraso superior a noventa dias. Trata-se de uma evidência de que a política seletiva de crédito funcionou. “Isso reduziu os riscos de inadimplência, apesar do cenário desafiador para o crédito desde 2022, quando a taxa Selic voltou a ficar acima de 10%”, diz Eduardo Nishio, chefe da área de pesquisa da corretora Genial Investimentos.

Para 2026, o Itaú projeta crescimento de até 9,5% da carteira de crédito e de até 9% de melhora na margem financeira com clientes — a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os custos de captação. A estratégia é manter o rigor na concessão, priorizando linhas com garantias, como o consignado para trabalhadores formais e o crédito imobiliário, além do cartão de crédito voltado para a média e alta renda.
Para Maluhy, as pessoas também ocupam um papel central na construção do futuro da instituição, pois são elas que, em última análise, transformam a tecnologia em valor. “Ao investir em equipes motivadas e de alta performance, o capital humano se torna a nossa maior fortaleza”, diz. Os bons números falam por si.
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