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27 de abril de 2026 - 17:12

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A análise vai além da pontuação e considera renda disponível, histórico financeiro e estabilidade do consumidor. Dados da Top One Financeira mostram aumento do valor das operações no varejo e ajudam a explicar quais critérios pesam na aprovação do crédito e como o consumidor pode se preparar antes de solicitar financiamento.

A demanda por crédito no varejo brasileiro segue em alta, acompanhada pelo aumento do valor das compras financiadas e pela maior utilização do crediário no ponto de venda. Dados da Top One Financeira mostram que o ticket médio das operações cresceu 21% no primeiro bimestre de 2026, enquanto o volume de vendas financiadas teve acréscimo de 5,8% no período. Mesmo com o avanço da demanda, muitos consumidores ainda não sabem o que de fato é analisado pelas financeiras no momento de aprovar ou negar uma operação de crédito.

Na análise inicial, as financeiras verificam se o consumidor possui restrições em serviços de proteção ao crédito, etapa básica para identificar inadimplência ativa. Na sequência, entra o score, indicador que sintetiza o histórico financeiro e sinaliza o risco de não pagamento. Esses dois filtros, no entanto, não esgotam a avaliação. Mesmo sem restrições e com boa pontuação, o crédito pode ser negado, já que a decisão também considera critérios adicionais, como comprometimento de renda, frequência de uso do crédito e comportamento financeiro recente, variáveis que ajudam a medir a capacidade real de pagamento no momento da solicitação.

“O score e a negativação é um ponto de partida, mas não define a aprovação. As instituições avaliam a capacidade real de pagamento no momento da análise, considerando renda disponível, nível de endividamento e comportamento financeiro recente. Em muitos casos, mesmo com uma boa pontuação, o crédito não é liberado porque o orçamento já está comprometido ou não comporta novas parcelas”, afirma Vanderley Cardoso de Moraes, especialista em análise de crédito e CEO da Top One Financeira, que já analisou mais de R$ 2,5 bilhões em solicitações de crédito e está presente em mais 3 mil pontos de venda no país.

Outro fator relevante, segundo o especialista, é a estabilidade financeira e cadastral do consumidor. Informações atualizadas, vínculo profissional consistente e histórico recente sem atrasos contribuem para uma avaliação mais favorável. Já oscilações frequentes, acúmulo de parcelas e atrasos recorrentes tendem a elevar o risco percebido pelas instituições.

“Mais do que buscar aumentar o score, é importante organizar a vida financeira. Manter contas em dia, evitar o excesso de parcelas e acompanhar regularmente a própria situação cadastral são medidas que aumentam a previsibilidade para quem concede crédito”, conclui Moraes.

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