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Especial CMS: Os desafios das cooperativas de crédito

por: Afonso Bazolli
em: Crédito
fonte: Redação
25 de novembro de 2015 - 18:20

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Em um cenário em que novos modelos de negócios mais participativos e menos burocráticos ganham visibilidade no mercado financeiro, a exemplo de cartões de crédito sem vinculação a conta corrente e plataformas digitais de empréstimo peer to peer, as cooperativas de crédito também destoam como tendência. Apesar de responder por apenas 3% da participação do mercado brasileiro, as cooperativas de créditos são a grande aposta de experts do sistema financeiro.

Mas para que isso aconteça, administradores terão de superar algumas dificuldades. Essa foi a conclusão de grandes players de mercado, que participaram do 1º Fórum Nacional de Cooperativismo de Crédito, realizado dentro da 11ª edição do Congresso Nacional de Crédito e Cobrança, evento realizado pela CMS People, em 10 e 11 de novembro.

A aposta está pautada em diversos indicadores do mercado, visto que o modelo cresce 20% ao ano, valor superior à média registrada por bancos tradicionais: 13%.

O modelo de gestão mais democrática e participativa na concessão de crédito já conquistou grande adesão da Europa, onde as cooperativas respondem por 20% do mercado. “Não imaginamos o que as cooperativas representam no Brasil e no mundo. O cooperativismo bancarizou quem as tradicionais instituições não queriam bancarizar. Esta oferta fideliza o associado, pois quando ele precisou de crédito, foi a cooperativa que disponibilizou”, observa Mariane Macarevich, sócia-diretora da Redebrasil.

Edson Schneider, superintendente de Estratégia de Crédito do Sicredi, comenta que o maior desafio do segmento é ganhar participação nos grandes centros urbanos. “Há cidades do interior em que 100% da operação é realizada pelas cooperativas, pois nas pequenas comunidades as cooperativas que já cresceram. Mas a questão é fazer com que o público urbano tenha um sentimento de pertencer à cooperativa e à comunidade”, defende Schneider.

Já Rafael Pebé acredita que os maiores obstáculos para a popularidade das cooperativas é a consolidação da marca. “Existem centenas de opções no Brasil e, em geral, o público tem medo do desconhecido”, argumenta o diretor de Vendas e Projetos Comerciais da Serasa Experian.

Outra solução essencial para impulsionar o setor é uma regulamentação que permita a unificação das cooperativas. “A integração do sistema das cooperativas possibilitaria a superação da complexidade operacional. É difícil ter um portfólio de produtos mais completo, pois as cooperativas não têm condições de competir com os grandes bancos”, comenta André Leme, sócio-diretor da Bain & Company.

Devido à proximidade entre o associado e cooperativa no relacionamento e tomada de decisões, Mariane Macarevich observa que o inadimplente apresenta comportamento diferenciado em comparação ao que ela chama de “devedor profissional”. “O associado tem vergonha de dever, porque ele vê a cooperativa como uma comunidade”.

Mas tal proximidade, no entanto, não deve ser entendida como privilégio na concessão de crédito. “Na hora de emprestar, o associado tem de se colocar na política de crédito, já que a inadimplência gera um problema para a sustentabilidade de toda a cooperativa”, conclui Schneider.

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