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04 de maio de 2026 - 17:12

Funcionário-é-o-principal-vetor-de-preocupação-em-cibersegurança-revela-pesquisa-da Mastercard-televendas-cobranca-1

Um estudo recente do Datafolha encomendado pela Mastercard revelou que o funcionário e a instalação de software sem a aprovação do TI é o ponto que mais preocupa as empresas quando o assunto é cibersegurança. Segundo a pesquisa, 41% dos 332 líderes empresariais brasileiros ouvidos têm essa preocupação. É o que destaca Daniel Villela, VP de fraude na bandeira, em conversa recente com Mobile Time.

“Nesse componente de segurança, realmente, o cidadão/empregado é o elo fraco. Quem não conhece pessoas que caem em phishing, recebem e-mails estranhos, instalam, clicam em links, fazem download de programas que recebem por e-mail de desconhecidos?”, questiona Villela.

“O ambiente empresarial também tem funcionários que estão acessando e-mails, recebem phishing ou que baixam programas na rede da empresa. Isso acaba sendo uma grande vulnerabilidade e traz risco, sim”, completa, ao lembrar sobre o risco de soluções como bring your own device (BYOD) ou instalações de soluções sem consentimento da área de TI/segurança.

Feito entre setembro e outubro do ano passado, o estudo revela ainda que as outras vertentes de risco na visão dos executivos são: uso de contas pessoais (38%); navegação na web (31%).

IA e cibersegurança

De forma geral, o estudo revela um aumento de dois pontos percentuais no total de empresas que sofreram ataques no Brasil, de 10% em 2022 para 12% em 2025. O VP da Mastercard acredita que esse aumento está ligado diretamente à chegada da inteligência artificial pelos criminosos.

“A IA trouxe um componente de escala muito grande e permitiu que qualquer pessoa pudesse virar um atacante sem muito esforço. Você tem hoje mecanismos, acesso à informação e acesso a programas que permitem que qualquer pessoa que não seja minimamente versada em tecnologia possa se transformar em alguém mais capacitado (em crimes digitais)”, diz.

“Hoje já tem fraud GPT, scam GPT, já tem tudo isso disponível. Ou seja, a IA potencializou bastante os ataques. Por outro lado, as empresas agora passam a fazer uso das IAs para combater os ataques com inteligência artificial”, complementa.

De fato, o estudo mostra ainda que o uso da IA para evitar vazamentos e fraudes é comum para 43% das empresas, isso em uma resposta múltipla que indica ainda: biometria interna (51%); biometria para clientes (52%); criptografia (47%); e gestão compartilhada em cloud (43%).

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