
Participação de fundos da gestora passou de 5% para 7%, segundo documentos enviados à SEC
A Lumina, gestora de Daniel Goldberg, que havia feito um investimento inicial de R$ 400 milhões no Agibank no fim de 2024, elevou sua fatia na instituição. Documentos enviados à Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM americana) mostram que fundos ligados à gestora passaram a deter 11.130.936 ações classe A, o que resulta em 6,96% do capital total. Quando do IPO do Agibank na Nyse, em fevereiro, a Lumina tinha 8.045.726 papéis, ou 5,03%.
Como mostrou o Pipeline, site de negócios do Valor, no acordo de acionistas assinado com o Agibank a Lumina garantiu um retorno mínimo de 21,5% ao ano (no IPO ou fora dele). Entretanto, com dificuldades de última hora para emplacar a oferta, a gestora acabou saindo do acordo e abriu mão desse direito, tornando-se um sócio como outro qualquer. Ela poderia ter vendido ações na oferta, mas como não foi exercido o lote adicional, não houve uma tranche secundária e nenhum acionista vendeu seus papéis naquele momento.
Goldberg, que faz parte do conselho de administração do Agibank, é obrigado a seguir algumas regras específicas para negociar as ações do banco e comprou esses papéis em mercado. No IPO, a ação foi precificada a US$ 12 e, nesta quarta-feira, fechou cotada a US$ 7,16, uma queda de 40,33%. De qualquer forma, além do preço atrativo, o aumento de posição mostra que a Lumina tem confiança no banco.
O Agibank vai divulgar seu resultado do segundo trimestre no dia 5 de agosto, após o fechamento dos mercados.
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