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18 de junho de 2026 - 17:12

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De acordo com pessoas familiarizadas com o tema e documentos vistos pela Bloomberg News, bandeira de cartão de crédito tem pedido para que algumas das maiores empresas de pagamento brasileiras ajudem a pagar a conta

A Mastercard está tentando minimizar perdas relacionadas à quebra do Banco Master, pedindo para que algumas das maiores empresas de pagamento brasileiras ajudem a pagar a conta.

A companhia americana foi envolvida na controvérsia porque era a bandeira dos cartões emitidos pela fintech do Master, o Will Bank.

O colapso da fintech fez com que a Mastercard pagasse valores a empresas de maquininhas que processaram cerca de R$ 5 bilhões em pagamentos feitos pelos clientes do Will antes da liquidação.

A Mastercard reembolsou as credenciadoras, como as empresas de maquininhas são conhecidas, em cerca de 50% do total, como informou a Bloomberg News.

Agora, está propondo usar os valores pagos pelos clientes do Will para se reembolsar antes de repassar recursos às credenciadoras, de acordo com pessoas familiarizadas com o tema e documentos vistos pela Bloomberg News.

A minuta de um possível contrato foi enviada nesta semana a adquirentes, disseram as pessoas. O grupo inclui empresas controladas por bancos, como a Rede e a Cielo, e maquininhas independentes, como a Stone e a PagSeguro.

A proposta da Mastercard vem meses após o Banco Central publicar novas regras que tornam as empresas de pagamento responsáveis, “sem exceções, por assegurar o pagamento de todas as transações ao usuário recebedor, inclusive com o uso de recursos próprios caso os mecanismos de proteção que adote sejam insuficientes”.

A Mastercard tem dito às adquirentes que o caso do Will Bank não deveria ser conduzido de acordo com este regramento porque as empresas de cartões tinham até maio para se adaptar, e o Will foi liquidado em janeiro.

A Mastercard estima ter enviado os pagamentos exigidos pelas normas em vigor quando utilizou de recursos próprios para cobrir os 30 primeiros dias de faturas em aberto após a liquidação.

A Cielo afirmou, em nota, que adquirentes não são responsáveis pelas garantias das operações de pagamento.

“As adquirentes não podiam, não podem e não poderão escolher os emissores que fazem parte do arranjo e tampouco são responsáveis pelas garantias atreladas à operação”, disse a empresa.

Um representante da Mastercard não comentou, bem como representantes da Stone e da Rede, que é controlada pelo Itaú Unibanco. A PagSeguro remeteu o pedido de comentário à Associação Brasileira de Internet (Abranet), que não retornou.

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