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13 de maio de 2026 - 17:12

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Operação avalia a empresa em 5x a receita e terá pagamento à vista, apurou o Startups. Negócio aguarda a aprovação do Cade

Depois de um ano sem novas aquisições, a Serasa retomou sua estratégia de crescimento inorgânico, com a compra da idwall. A startup de soluções antifraude é investida de fundos como GGV Capital, Península, Monashees, Norte Ventures, ONEVC e Canary, e já levantou R$ 260 milhões em capital desde a sua fundação. Entre os primeiros investidores estão nomes como Rodrigo Dantas, Paulo Silveira e Bruno Yoshimura.

A transação teria sido fechada em aproximadamente R$ 450 milhões, segundo fontes ouvidas pelo Startups. Isso significaria cerca de cinco vezes a receita e com pagamento à vista. As informações ainda não foram confirmadas pelas empresas.

Em nota, a Serasa Experian informou que a aquisição da idwall é “parte de sua estratégia de fortalecer ainda mais seu portfólio de autenticação e prevenção a fraudes, oferecendo soluções robustas e eficazes para clientes e consumidores”.

A empresa destacou que conclusão da operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e que, durante esse período de avaliação, as organizações permanecem como independentes. A notificação ao Cade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (06).

No mercado, espera-se que a aquisição ajude a movimentar o setor de identificação digital, que vem crescendo no Brasil em razão do aumento da digitalização e da necessidade de sistemas de segurança que protejam esses ambientes.

Além da Unico, que há algum tempo vem sendo cotada para abrir capital, a gaúcha Certta (antiga CAF – Combate à Fraude) também tem sido acompanhada de perto pelo mercado, na expectativa de que faça alguma movimentação este ano.

Fundada em 2016 por Lincoln Ando e Raphael Melo, a idwall atua com verificação de identidade, gestão de riscos e onboarding digital. A última rodada levantada pela startup foi em 2021, com uma Série C de R$ 210 milhões, liderada pelo family office Endurance, com participação de GGV Capital, Península, Monashees, Norte Ventures, Canary, Qualcomm e ONEVC.

A última aquisição da Serasa foi concluída em 2025, quando a companhia comprou a ClearSale por cerca de R$ 2 bilhões.

Entre 2021 e 2024, a Serasa adotou uma estratégia agressiva de aquisições, com 14 operações, no total, operações envolvendo fintechs e startups de outros segmentos, como agronegócio e seguros.

As fintechs até hoje foram maioria, nomes como PagueVeloz (pagamentos), Mova (crédito) e, mais recentemente, SalaryFits (do grupo Zetra).

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