
Com muita inspiração, o MoOve On 2026 iniciou sua edição com reflexões e reforço ao nosso senso de pertencimento, conduzidos pela abertura de Fernando Manfio ao som do Hino Nacional, trazendo olhares sobre o momento que o mercado vive e sobre as decisões relevantes que impactam não apenas os negócios, mas o coletivo e o futuro de todos.
Inovação, pertencimento e coragem para mudar aparecem como forças capazes de transformar decisões individuais em movimento coletivo.
Na sequência, Pedro Chiamulera, fundador da ClearSale, da Confi e do AI Brasil Experience, trouxe em sua palestra “Eu, Nós, Todos Nós & IA – Humanos e seus Negócios” uma visão sobre como a inteligência artificial vem transformando empresas e relações, reforçando que tecnologia, confiança, cultura e conexão humana precisarão caminhar juntas nos próximos anos.
Os debates que estão redesenhando o crédito no Brasil
Quando o crédito deixa de ser binário
No painel da Serasa, o debate trouxe uma reflexão importante sobre os desafios de avaliar risco e ampliar o acesso ao crédito em um país marcado por diferentes realidades econômicas e formas de geração de renda. Entre economistas, gestores de crédito e especialistas em dados, surgiu um consenso: não existe uma única jornada de crédito, assim como não existe uma única fonte de informação capaz de representar o consumidor brasileiro. Em um cenário de elevada inadimplência e transformações constantes no comportamento financeiro da população, a combinação entre dados mais amplos, análise contextualizada e inteligência artificial surge como um caminho para decisões mais assertivas, capazes de equilibrar gestão de risco, inclusão financeira e identificação de novas oportunidades de mercado.
Mais do que aprovar ou negar crédito, a discussão apontou para a necessidade de compreender melhor as pessoas, seus hábitos, sua capacidade real de assumir compromissos e os diferentes momentos de vida que influenciam suas decisões financeiras. A mensagem final foi de otimismo: apesar dos desafios econômicos, o Brasil continua apresentando enorme potencial de crescimento, desde que empresas e instituições estejam preparadas para enxergar o “Brasil real” para além dos modelos tradicionais.
Confiança começa na qualidade dos dados
Enquanto o painel da Serasa discutiu a necessidade de compreender melhor o consumidor brasileiro, o painel da Quod aprofundou outro tema igualmente estratégico: a qualidade dos dados que sustentam as decisões. Em um cenário de crescente adoção da inteligência artificial, os debatedores reforçaram que o verdadeiro diferencial não está apenas nos modelos, mas na confiabilidade das informações que os alimentam.
Governança, rastreabilidade, segurança, explicabilidade e cultura organizacional surgiram como pilares para que a IA possa gerar resultados consistentes e escaláveis. A discussão mostrou que dados disponíveis nem sempre são dados confiáveis e que a evolução do crédito responsável depende da capacidade de transformar informação em contexto, reduzindo vieses e ampliando a transparência das decisões.
Ao longo do painel, também ganhou destaque o papel das pessoas nesse processo. Embora a inteligência artificial avance rapidamente, a interpretação dos cenários, a definição das regras de negócio e a supervisão das decisões continuam sendo responsabilidades humanas. A mensagem central foi clara: a tecnologia amplia capacidades, mas a confiança continua sendo construída sobre dados de qualidade, governança sólida e decisões bem fundamentadas.
Pessoas, dados e decisões
Quando a decisão se torna uma competência estratégica
Em meio às discussões sobre dados, inteligência artificial e crédito, o MoOve On também abriu espaço para uma reflexão sobre um elemento que continua no centro de qualquer transformação: as pessoas. Na palestra sobre Decidologia, Fernando Manfio trouxe provocações sobre os impactos do medo, da insegurança psicológica e dos padrões de comportamento nas decisões tomadas dentro das organizações.
A apresentação conectou temas como liderança, confiança, riscos psicossociais e cultura organizacional, reforçando que decisões mais conscientes tendem a produzir ambientes mais saudáveis, relações mais transparentes e resultados mais sustentáveis. Em um contexto em que a NR-1 amplia a atenção das empresas para fatores humanos e comportamentais, a discussão destacou que tecnologia e processos são importantes, mas continuam dependendo da capacidade das pessoas de interpretar cenários, assumir responsabilidades e fazer escolhas de forma consciente.
Nem toda decisão nasce dos dados
Complementando as discussões sobre tecnologia e inteligência artificial, Paulo Cordeiro trouxe uma reflexão sobre o papel da percepção humana na construção de decisões de qualidade. Ao longo da apresentação, destacou que dados continuam sendo fundamentais para a gestão dos negócios, mas que nem todos os movimentos do mercado surgem primeiro nos indicadores. Muitas vezes, os sinais aparecem antes nos comportamentos, nas mudanças de contexto e na capacidade de observação das pessoas.
A palestra reforçou a importância de transformar informação em conhecimento prático, conectando pessoas engajadas, processos bem definidos e tecnologia aplicada ao negócio. Entre os exemplos apresentados, destacou-se a necessidade de organizar fragmentos de informação, interpretar padrões e construir ambientes onde dados e experiência atuem de forma complementar. A mensagem central foi que decisões relevantes exigem evidências, mas também capacidade de percepção para identificar oportunidades e mudanças antes que elas estejam totalmente traduzidas em números.
Tecnologia, relacionamento e confiança em um mercado em transformação
Os debates da tarde ampliaram uma discussão que esteve presente em diferentes momentos do MoOve On 2026: como equilibrar crescimento, resultado e relacionamento em um mercado cada vez mais regulado, digital e orientado por dados. Em painéis que abordaram recuperação de crédito, comunicação com clientes, inteligência artificial, crédito consignado privado, gestão de carteiras, novas jornadas financeiras e cultura organizacional, executivos compartilharam experiências práticas sobre os desafios de tomar decisões em um ambiente de transformação permanente.
Entre os temas recorrentes esteve a necessidade de compreender melhor a realidade do consumidor brasileiro. Em um cenário de elevada inadimplência, os participantes defenderam que a recuperação de crédito não deve ser vista apenas como um processo de cobrança, mas também como uma oportunidade de reconstruir relacionamentos, recuperar a confiança e reinserir clientes no mercado de consumo. A visão de longo prazo, aliada a jornadas mais simples, transparentes e acessíveis, apareceu como um diferencial cada vez mais relevante para instituições financeiras, varejistas e empresas de serviços.
A inteligência artificial também esteve presente em diversas discussões, especialmente na automação de processos, personalização da comunicação e aumento da eficiência operacional. Ao mesmo tempo, especialistas alertaram para a importância da supervisão humana, da governança e da qualidade dos dados para evitar vieses, proteger a reputação das marcas e garantir decisões mais equilibradas. A mensagem predominante foi que tecnologia, por si só, não resolve problemas estruturais: ela amplia capacidades, mas continua dependendo de estratégia, contexto e da capacidade humana de interpretar cenários complexos.
Outro aspecto que ganhou destaque foi a busca por modelos mais sustentáveis de crédito. Temas como crédito consignado privado, cessão de carteiras, relacionamento contínuo com clientes e novas formas de avaliação de risco reforçaram a necessidade de enxergar o crédito para além da concessão ou da cobrança. Ao longo das discussões, ficou evidente que o futuro do setor passa por combinar inteligência, responsabilidade e proximidade com o consumidor, transformando dados em decisões mais conscientes e relações mais duradouras.
Muito além do conteúdo: as conexões que movem o mercado
Se os debates ao longo do dia apontaram tendências para crédito, cobrança, inteligência artificial, dados e transformação dos negócios, os bastidores do Fórum MoOve On ajudam a explicar por que o evento vem se consolidando como um dos principais encontros do setor.
Para Fernando Manfio, a construção da curadoria nasce da conexão constante com as transformações do mercado, sem perder de vista os desafios reais enfrentados pelas empresas. Segundo ele, a programação é desenvolvida a partir da combinação entre inovação, demandas dos patrocinadores e, principalmente, o olhar para os seres humanos que constroem os negócios. Nesse processo, as embaixatrizes também exercem papel fundamental na composição dos painéis, contribuindo para debates que consigam ser, ao mesmo tempo, profundos, relevantes e acessíveis.
Essa mesma proximidade com o mercado ajuda a explicar a confiança das marcas que escolhem o Fórum MoOve On como espaço para relacionamento e geração de negócios. Para Madleine Sprocatti, a consolidação do evento é resultado de mais de duas décadas de conexões construídas com o setor e da capacidade de acompanhar suas transformações ao longo do tempo. Mais do que uma vitrine institucional, o MoOve On tornou-se um ambiente de negócios qualificado, reunindo executivos, especialistas e tomadores de decisão em um formato que privilegia encontros genuínos, networking estratégico e oportunidades concretas de desenvolvimento comercial.
Nos bastidores, a construção dessa experiência também passa pela integração entre equipe, parceiros e fornecedores. Sonia Nascimento destaca que a confiança e a colaboração desenvolvidas ao longo dos anos entre todos os envolvidos na organização são parte essencial desse resultado. A combinação entre um time alinhado, fornecedores comprometidos e uma busca permanente por excelência contribui para que cada edição entregue valor tanto para patrocinadores quanto para participantes.
Já para Manoel A. P. Neto, comunicar o MoOve On vai muito além da divulgação de um evento. O objetivo é fazer com que as pessoas sintam o movimento antes mesmo de chegarem ao Fórum. Cada detalhe da identidade visual, da comunicação e da experiência é pensado para transmitir conexão humana, inovação, pertencimento e proximidade, transformando conteúdo e relacionamento em experiências verdadeiramente memoráveis.
Ao final do Fórum MoOve On 2026, ficou evidente que o evento vai além das palestras e tendências discutidas nos palcos. O encontro reafirmou sua vocação de conectar pessoas, empresas e ideias em torno dos principais desafios e oportunidades do mercado, fortalecendo relações e estimulando reflexões que seguirão influenciando decisões muito depois do encerramento do evento.
O MoOve On 2026 chegou ao fim. As reflexões, as conexões e as decisões iniciadas ao longo do evento permanecem.
Veja as fotos exclusivas do evento:
























































































































































































































































































