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08 de abril de 2018 - 14:09

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Por: Ciara Nugent

Gauthier Charrier, estudante de design gráfico, entrou em uma livraria de Paris e ficou se perguntando onde estavam os livros.

“Vi aquele enorme espaço aberto, com apenas um par de banquinhos, e fiquei imaginando que tinham esquecido alguma coisa”, conta.

A escassez de estoque da Librairie des Puf, operada pela editora Presses Universitaires de France, não é um problema com distribuidores e sim o seu modelo de negócio.

A loja vende livros impressos na hora, de acordo com o pedido do cliente e diante de seus olhos. Eles são feitos na Espresso Book Machine (algo como máquina expressa de livros em inglês).

A On Demand Books, empresa americana que fabrica a máquina, escolheu seu nome inspirada por uma atividade que dura o mesmo tempo que fabricar um livro: tomar um cafezinho.

A máquina fica nos fundos da loja e zumbe discretamente ao transformar arquivos PDF em livros de capa mole.

Os clientes usam tablets para selecionar os títulos que desejam e podem ainda acrescentar dedicatórias.

Alexandre Gaudefroy, diretor da livraria, confessa que, no começo, os clientes ficam desconfortáveis com a ausência das obras físicas para olhar e folhear. Mas, no fim, “todos os fregueses se surpreendem.”

Do ponto de vista dos negócios, a economia é evidente. “Não me preciso preocupar com estoque. Estamos em uma loja de menos de 80 m² e posso oferecer todos os títulos que quiser”, diz Gaudefroy.

E são muitos títulos. O catálogo da Les Pufs inclui 5.000 obras, além de outras 3 milhões compiladas pela On Demand Books.

Entre elas, algumas antigas que não estão em livrarias convencionais. “Graças ao modelo de impressão a pedido, podemos reviver velhos títulos que não seriam reimpressos pela editora porque venderiam apenas cinco ou dez cópias por ano”, explica Gaudefroy.

TRANSFORMAÇÃO

A impressão na hora é uma reinvenção radical de uma loja que foi inaugurada em 1921.

A Librairie des Puf original ocupava diversos pavimentos e tinha vitrines repletas de livros, atraindo uma multidão de leitores das universidades parisienses.

Por muito tempo, ela foi um símbolo cultural e acadêmico. Até que se viu forçada a fechar, há cerca de dez anos, devido à queda dos lucros e alta dos aluguéis.

Não foi a única. De 2000 a 2017, 28% das livrarias de Paris fecharam as portas, de acordo com levantamento da Agência de Planejamento Urbano da capital francesa.

O aumento dos aluguéis na região central densamente povoada da cidade foi o principal responsável pela crise. Outro grande fator foi a crescente concorrência dos sites de comércio eletrônico.

A Librairie des Puf reabriu em março passado, beneficiada por um programa municipal que oferece aluguel de espaços no bairro parisiense de Quartier Latin a preços abaixo do valor de mercado para empresas consideradas culturalmente significativas.

“Imaginávamos que venderíamos 10 a 15 livros por dia, mas estamos vendendo 30 ou 40″, diz Gaudefroy. “Já estamos pensando em abrir lojas em outras grandes cidades universitárias da França, como Lille, Bordeaux e Lyon.”

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