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Aumento do crédito consignado é vetado: decisão foi acertada?

por: Afonso Bazolli
em: Crédito
fonte: Administradores.com
27 de maio de 2015 - 18:07

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O aumento do limite de crédito consignado de 30% para 40% foi vetado pela presidenta Dilma Rousseff

Por: Reinaldo Domingos

No último dia 22, a presidenta Dilma vetou o aumento do limite do crédito consignado de 30% para 40%. Na minha visão, ela acertou na decisão, visto que, o caminho para combater o endividamento e a inadimplência não é aumentar o crédito, mas sim dar conhecimento, por meio da educação financeira.

Avaliemos o seguinte: se a pessoa já não conseguia viver dentro do padrão de vida que 100% do seu salário podiam oferecer, como ficaria com apenas 60%? Muito provavelmente teria que realizar novos empréstimos ou parcelamentos, criando o famoso efeito bola de neve. A conta é bem simples: quem ganha R$ 2 mil teria uma redução de R$ 800, ficando com apenas R$ 1,2 mil.

Imagine se o trabalhador, em vez de utilizar esses R$ 800 do cálculo acima para consignados, utilizasse para investir? Em 10 anos, ele teria R$ 217.079,70 (rendimento mensal de 0,65% e correção anual de 10% de inflação real). É claro que esse é apenas um exemplo de como funciona quando temos educação financeira e praticamos o consumo consciente, só há benefícios.

É claro que, no caso de pessoas que já estão endividadas, se levarmos em conta os juros cobrados – segundo o Banco Central, a taxa média cobrada pelo empréstimo consignado é de 26,5% ao ano, enquanto que os juros do cartão crédito, por exemplo, ultrapassam a marca de 290%, de acordo com a Anefac – o consignado se torna mais interessante.

Com o veto de Dilma, o limite do desconto direto em folha de pagamento continua sendo de 30%. De qualquer maneira, essa não é uma prática que deve ser feita por impulso, é necessário muito controle e planejamento para seguir com essa prática.

Sobre a decisão da presidenta, foi acertada, mas reforço que os representantes deveriam também investir em programas de educação financeira, pois o problema não são as ferramentas de crédito, mas sim a forma que são utilizadas. O foco não deve ser a resolução da consequência do problema, mas sim da causa, motivando o consumo e o crédito conscientes.

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