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25 de junho de 2026 - 17:12

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Os gastos ligados à inteligência artificial e os refinanciamentos devem manter aquecido o mercado de emissões de dívida com grau de investimento nos Estados Unidos.

A Fitch Ratings estima que cerca de US$ 1,6 trilhão em títulos vencerão até 2029, sustentando novas emissões no médio prazo.

Mesmo com riscos geopolíticos, tarifas e incertezas monetárias, a demanda por crédito de alta qualidade deve apoiar o ritmo das emissões em 2026.

Os investimentos bilionários em inteligência artificial e o vencimento de aproximadamente US$ 1,6 trilhão (R$ 8,1 trilhões) em títulos até 2029 devem manter aquecido o mercado americano de emissões de dívida com grau de investimento.

A Fitch Ratings aponta que refinanciamentos, gastos de capital de grandes empresas de tecnologia e operações de fusões e aquisições continuarão impulsionando o volume de novas emissões nos próximos anos.

Mesmo diante de incertezas geopolíticas, oscilações tarifárias e dúvidas sobre a política monetária, a agência avalia que a demanda por crédito de alta qualidade deve sustentar o ritmo do mercado ao longo de 2026.

Os investimentos relacionados à inteligência artificial e a necessidade de refinanciamento de dívidas devem continuar dando suporte ao mercado de títulos corporativos com grau de investimento nos Estados Unidos, segundo avaliação da Fitch Ratings.

De acordo com a agência, o forte desempenho observado no início do ano foi impulsionado principalmente pelos aportes em IA realizados por empresas de tecnologia e pela atividade de refinanciamento. A Fitch avalia que esse movimento tende a continuar nos próximos anos, apoiado pelos planos plurianuais de investimentos das grandes provedoras de infraestrutura em nuvem, conhecidas como hyperscalers.

Vencimentos impulsionam mercado

Outro fator apontado pela agência é o volume expressivo de títulos que chegarão ao vencimento nos próximos anos. Cerca de US$ 1,6 trilhão (R$ 8,1 trilhões) em dívidas vencem até 2029, o que deve contribuir para manter elevado o nível de novas emissões.

Desse total, mais de um terço, aproximadamente US$ 580 bilhões (R$ 2,9 trilhões), está concentrado nos setores de tecnologia, utilities, energia elétrica e gás e saúde.

A Fitch também identificou uma aceleração das operações de fusões e aquisições no setor de saúde, movimento liderado por empresas farmacêuticas e de biotecnologia.

Demanda segue forte

Segundo a agência, o volume mensal de emissões poderá continuar apresentando volatilidade devido aos riscos geopolíticos, às mudanças tarifárias e às incertezas em torno da política monetária.

Ainda assim, a combinação de spreads em níveis historicamente apertados e da busca dos investidores por ativos de crédito de maior qualidade tende a sustentar a atividade do mercado ao longo de 2026.

As condições também permanecem favoráveis apesar da recente alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dez anos.

A Fitch informou que o estoque de títulos corporativos não financeiros com grau de investimento em circulação nos Estados Unidos alcançou US$ 6,4 trilhões (R$ 32,3 trilhões) no fim de abril, acima dos US$ 6,2 trilhões (R$ 31,2 trilhões) registrados no encerramento de 2025.

No acumulado do ano até abril, as emissões avançaram 30%, atingindo US$ 408 bilhões (R$ 2,1 trilhões), ante US$ 314 bilhões (R$ 1,6 trilhão) observados no mesmo período do ano passado.

O destaque ficou para março, quando o mercado registrou US$ 200 bilhões (R$ 1,0 trilhão) em emissões, o maior volume desde abril de 2020.

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