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29 de setembro de 2026 - 17:12

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Iinvestimentos de migração para nuvem devem chegar a R$ 3,9 bilhões

Os bancos brasileiros pretendem investir R$ 2,97 bilhões em inteligência artificial, “analytics” e “big data” neste ano, alta de 8% em relação a 2025, de acordo com dados do segundo volume da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, divulgados ontem no Febraban Tech. Já os investimentos de migração para nuvem (“cloud”) devem chegar a R$ 3,9 bilhões, avanço anual de 30%.

O total a ser gasto em IA e soluções de dados compõe o valor de R$ 50 bilhões previstos para investimentos em tecnologia pelos bancos em 2026, o que também é um aumento anual de 8%.

Para Sérgio Biagini, sócio de banking & capital markets da Deloitte, que fez a pesquisa para a Febraban, o aumento de 8% dos investimentos em IA não está fora do esperado. “Para processar com IA, precisa estar com a infraestrutura redonda. [...] Ano que vem, os números [de investimentos] devem ser mais agressivos.”

Rodrigo Mulinari, diretor responsável pelo estudo na Febraban, apontou que hoje a maioria dos bancos (52%) já adota agentes de IA. “Mais da metade dos bancos – tecnologia de menos de um ano – já adota nas suas operações. Muito rápida a adesão”, disse, acrescentando que, num primeiro momento, veio mais com o objetivo de melhorar a eficiência, mas agora está evoluindo para outras aplicações. Biagini aponta que conectar a arquitetura agêntica à infraestrutura corrente de core bancário e dados “não é fácil”. “Exige uma integração muito forte do landscape de dados e aplicações.”

A pesquisa também mostrou que os bancos já estão conseguindo capturar valor na aplicação de IA, seja a tradicional ou a agêntica. Na pesquisa, 92% dos bancos afirmou que a tecnologia aumenta a velocidade de execução de tarefas rotineiras.

A pesquisa também mostrou que, hoje, 83% das transações nos bancos brasileiros já são em canais digitais, sendo que 78% são por dispositivo móvel. Ivo Mósca, diretor-executivo de inovação da Febraban, resumiu o estudo e os avanços da IA e seus agentes afirmando que, se hoje o cliente tem um banco no celular, “não falta muito para ter também um gerente dentro do bolso”.

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