Jan
20

Novos perfis de consumidores emergem da crise

por: Afonso Bazolli
em: Notícias
fonte: Valor Econômico
19 de janeiro de 2016 - 18:07

Novos-perfis-de-consumidores-emergem-da-crise-televendas-cobranca-oficial

Por: Renata Batista

Uma pesquisa da agência nova/sb para detectar o perfil de consumidor que emerge da recessão mostra que a maioria dos brasileiros tenta ser responsável quando vai às compras. Três dos quatro perfis identificados reajustam prioridades e buscam vantagens nas negociações. E praticamente todos eles (92%) avaliam o custo-benefício em todas as oportunidades de consumo.

Apenas um grupo, o do “consumidor ostentação” (8% dos entrevistados) diz querer continuar gastando. Nele predominam homens, que podem ser da classe A, mas também da D, com baixo grau de educação. Segundo a pesquisa, eles estão dispostos a cortar os gastos com alimentação dentro de casa para continuar se divertindo fora de casa.

Novos-perfis-de-consumidores-emergem-da-crise-televendas-cobranca-interna-1

Sérgio Silva, diretor de planejamento da agência, diz que as tendências que emergiram em outros países durante períodos econômicos adversos se mantiveram mesmo depois que o pior momento passou. No Brasil, a crise pode acelerar a tendência que a pesquisa apontou. “Essa é a primeira grande crise que o Brasil enfrenta como uma país de classe média. Fomos olhar como os consumidores de outros países lidaram com a situação para entender o que pode estar acontecendo por aqui”, disse.

Há diferenças de classe e faixa etária no comportamento, mas não regionais. O maior grupo, formado por 42% dos entrevistados e denominado pelos autores do estudo de “smart buyers” (compradores inteligentes), é também o mais disseminado na sociedade. Inclui homens e mulheres, das classes B e C, e de nível médio de educação. Para não perder as conquistas dos últimos anos, valoriza ferramentas tecnológicas como aplicativos e sites, para pesquisar preços e promoções, e planejar suas compras.”Para o ‘smart buyer’, economizar não é sorte. É habilidade. Por isso, a internet é um dos três principais itens de consumo que querem manter”, diz Silva.

No Brasil, o comprador inteligente tende a ser o perfil que deve permanecer mesmo depois da recessão acabar.

As outras duas categorias predominantes – os consumidores pé no chão (26% dos entrevistados) e os sobreviventes (17%) – têm dificuldades para adotar as estratégias dos pioneiros porque estão sentindo mais a crise.

“As pessoas estão procurando valor. Não querem trocar por uma alternativa que pareça perda. E querem preservar o lazer. São caçadores de bons negócios ['deal hunters'] e não de preços ['price hunters]“, afirma Silva

O consumidor pé no chão é o mais engajado no corte de gastos para preservar conquistas. Corta presentes, festas e eletrônicos para manter educação, assistência médica e entretenimento fora de casa. É o grupo com maior nível educacional, formado predominantemente por mulheres, das classes A, B e C.

Entre os 17% classificados como sobreviventes estão os mais jovens, entre 18 e 25 anos. São homens e mulheres, predominantemente das classes D e E, mas também da B. É onde estão os desempregados.

Uma tendência forte em quase todos os perfis é a “caça de oportunidades”, na qual o consumidor, para manter o padrão dos últimos anos, lança mão de programas de milhagem, trocas de pontos etc.

A Associação Brasileira das Empresas de Fidelização (Abemf) registrou um aumento de 22% no número de cadastros em programas de fidelidade até o terceiro trimestre de 2015. Já o volume de resgates cresceu 14% no mesmo período. Na Múltiplos, por exemplo, o item mais trocado na categoria de “não-aéreo” em novembro foi um aspirador de pó. “As pessoas estão aproveitando para comprar eletrodomésticos que, de outra forma, não comprariam”, diz o presidente da associação, Roberto Medeiros. “Em mercados maduros, como a Inglaterra, 30% da população está engajada em algum programa. No Brasil, apenas 10%.”

Para o diretor da nova/sb, os movimentos Surreal, de consumidores que usaram redes sociais para denunciar preços que consideravam abusivos, e do isorporzinho, quando muitos começaram a levar a bebida para as ruas, que marcaram o verão passado, principalmente no Rio de Janeiro, já sinalizavam o fim do ciclo econômico anterior. “As pessoas estavam começando a ter alguma frustração. Consumiam, mas achavam o preço absurdo”, diz Silva.

A agência de publicidade realizou uma pesquisa quantitativa nacional com 2.682 pessoas com mais de 18 anos, observando a distribuição regional de consumidores no país: 45% dos entrevistados eram do Sudeste, 20% do Nordeste, 20% do Norte, e 15% do Sul. As informações foram levantadas ao longo do ano passado. Na última etapa, em novembro, foi organizada uma série de grupos qualitativos para aprofundar a compreensão do comportamento de cada tipo de consumidor.

CADASTRE-SE no Blog Televendas & Cobrança e receba semanalmente por e-mail nosso Newsletter com os principais artigos, vagas, notícias do mercado, além de concorrer a prêmios mensais.

» Conheça os colaboradores que fazem o Blog Televendas e Cobrança.

Gostou deste artigo? Compartilhe!

Escreva um comentário:

[fechar]
Receba as nossas novidades por e-mail:
Cadastre-se agora e receba em seu e-mail:
  • Notícias e novidades do segmento de contact center;
  • Vagas em aberto das principais empresas de Atendimento ao Cliente;
  • Artigos exclusivos sobre Televendas & Cobrança assinados pelos principais executivos do mercado;
  • Promoções, Sorteios e muito mais.
Preencha o campo abaixo e fique por dentro das novidades: