Oct
23

Redecard vira Rede e sai em busca de espaço perdido

por: Afonso Bazolli
em: Notícias
fonte: Valor Econômico
22 de outubro de 2013 - 21:00

Redecard-vira-rede-e-sai-em-busca-de-espaco-perdido-televendas-cobranca

Por: Felipe Marques

O Itaú Unibanco relança hoje a sua credenciadora de cartões, a Redecard, que passará a se chamar apenas Rede. A repaginada marca chega com novos produtos, entre eles um que permitirá a captura de cartões no comércio via celular, sem uma máquina POS (Point of Sale, na sigla em inglês). A mudança mostra o esforço do banco em reverter um quadro que vem se repetindo desde o fechamento de capital da companhia, pouco mais de um ano atrás: a perda de mercado para os principais concorrentes, a Cielo – controlada por Bradesco e Banco do Brasil – e o Santander.

A nova marca será escrita em amarelo, com fundo laranja, seguindo o esquema de cores adotado pelo banco. O anúncio será feito em São Paulo, pela manhã. Procurado, o Itaú Unibanco não confirmou a informação.

Em 2012, o Itaú desembolsou R$ 10,46 bilhões para tirar a Redecard da Bovespa, com a promessa de uma maior integração entre os serviços que a empresa presta e produtos bancários, como empréstimos. De lá para cá, porém, a participação de mercado da credenciadora, de 41,5% em dezembro de 2012, encolheu para 40% em junho deste ano.

Isso ocorreu mesmo depois de, no terceiro trimestre de 2012, a Redecard levar da Cielo contas de grandes empresas, que equivaliam a um volume anual de R$ 12 bilhões. Passado esse episódio, porém, a credenciadora voltou a ser menos agressiva.

O problema de perda de mercado da Redecard, porém, vai além dos primeiros seis meses do ano. Nos trimestres imediatamente posteriores à abertura do mercado de cartões (em julho de 2010), quando a Redecard passou a capturar também cartões com a bandeira Visa, a credenciadora avançou com força sobre a rival Cielo. No fim de 2010, chegou a ter quase 45% do mercado.

O que aconteceu depois é que a Cielo respondeu às investidas da rival e retomou parte do terreno. Enquanto isso, um novo participante desse mercado, o Santander, começou a ganhar espaço, ainda que em velocidade inferior à planejada inicialmente, e espera fechar o ano com 7% de participação, ante os 5% atuais.

“Nós chamamos atenção para a existência de uma sobreposição entre as agências do Itaú e do Santander nas regiões mais ricas do país (Sudeste e Sul). Isso pode ajudar a explicar por que a Cielo conseguiu recuperar parte do \’market share\’ perdido entre a segunda metade de 2010 e o primeiro semestre de 2011, enquanto no mesmo período o Santander crescia rapidamente – às custas da Redecard”, escrevem os analistas Victor Schabbel, Marcelo Telles, Daniel Sasson e Alonso Garcia, do Credit Suisse, em relatório.

A agência bancária é, no Brasil, o principal canal de distribuição das credenciadoras de cartões. No Santander, por exemplo, responde por mais de 90% das vendas, enquanto na Redecard e na Cielo esse percentual fica próximo da metade.

Além da sobreposição de agências, o Santander inaugurou o modelo agora adotado por Itaú/Redecard, de combinar o credenciamento e produtos bancários. A Rede, porém, vai abrir uma nova frente de embate entre os dois: os pequenos lojistas. O Itaú vai lançar o Mobile Rede, um leitor de cartões que é acoplado no celular e o transforma em um POS.

No dispositivo, a taxa de desconto para transações de crédito à vista será de 3,99%, e, para parcelado, em até 3 vezes sem juros, será de 6,99%. O banco não cobrará mensalidade, só a aquisição do leitor.

Em agosto, o Santander, em parceria com a empresa sueca iZettle, lançou aparelho similar. O banco espanhol trouxe a tecnologia mirando o pequeno comércio, em que o custo mensal do aluguel de um POS convencional (perto de R$ 65, em média) é proibitivo. O Santander cobra taxa de desconto de 5,75% por transação dos lojistas, mas não permite parcelamento.

A Rede é uma nova etapa no processo de reestruturação que o Itaú tem conduzido na área de cartões nos últimos anos. No começo do mês, o banco lançou a bandeira nacional de cartões de crédito Hiper, baseada na tecnologia da Hipercard (cartão que é o símbolo da parceria com o Walmart). Após o fechamento de capital da Redecard, a credenciadora, juntamente com o resto da área de cartões, passou a ser comandada por Milton Maluhy, vindo do Itaú BBA.

No segundo trimestre, a Redecard capturou R$ 50,1 bilhões em cartão de crédito, alta de 15% ante igual período de 2011, e de R$ 26,3 bilhões no débito, crescimento de 26% na mesma comparação.

CADASTRE-SE no Blog Televendas & Cobrança e receba semanalmente por e-mail nosso Newsletter com os principais artigos, vagas, notícias do mercado, além de concorrer a prêmios mensais. 

» Conheça os colaboradores que fazem o Blog Televendas e Cobrança.

Gostou deste artigo? Compartilhe!

1 Comentário
  1. A cada passo dado pelas administradoras de cartões de crédito em pró da fidelização junto aos clientes, as taxas de cobrança sobem sem critérios, e quem acaba sendo o pagador dessa fiel conta , claro que é o consumidor sem choro nem vela.

    Paulo Aurélio em 23 de outubro de 2013 - 10:46

Escreva um comentário:

[fechar]
Receba as nossas novidades por e-mail:
Cadastre-se agora e receba em seu e-mail:
  • Notícias e novidades do segmento de contact center;
  • Vagas em aberto das principais empresas de Atendimento ao Cliente;
  • Artigos exclusivos sobre Televendas & Cobrança assinados pelos principais executivos do mercado;
  • Promoções, Sorteios e muito mais.
Preencha o campo abaixo e fique por dentro das novidades: